28 de maio de 2026

A fé que deixou raízes: O legado de Telina Almeida e o início das coroações em Quincuncá

Telina ao lado da imagem da Virgem de Lourdes  - Montagem feita com IA. 

Cada objeto é um guardião de memórias. Quem visita a Igreja de São José, em Quincuncá - Farias Brito-CE, talvez desconheça que a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que hoje embeleza o altar, é o marco das primeiras coroações na comunidade.

A escultura que mede cerca de 1.20cm, foi entronizada em 1938, por iniciativa da professora e catequista, Maria Telina Almeida (1909-2009), que tinha 29 anos à época em que se consumou esse fato.

Mais do que uma educadora, Telina Almeida foi um pilar social e religioso na região. Seu ciclo em nossa comunidade encerrou-se em 1º de outubro de 1951, quando retornou a Assaré, dando continuidade à sua trajetória educacional na cidade de Iguatu-CE.

Nessa montagem, feita a partir de inteligência artificial, vemos Telina ao lado da imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Na imagem, a mesma figura com uma aparência jovial, período de sua atuação em nossa comunidade. Já na segunda montagem trata-se do seu diário de bordo, redigido em 1951.

Diário de Telina (1951), elaborado com IA. 

26 de maio de 2026

Memória fotográfica: Dona Lilia, 98 anos de memórias

Foto colorizada com IA
        
Acervo de Nicinha, digitalizada pelo BQ
                  

















LILIA, 98 ANOS

Hoje, 26 de maio de 2026, o Sítio Canto Alegre na Serra do Quincuncá testemunha mais um aniversário da Sra. Maria Caetano Dias ou simplesmente Dona Lilia, que está há apenas dois anos de celebrar seu centenário de nascimento.

Nesta fotografia, captada muito provavelmente durante o primeiro semestre de 1956, há 70 anos, vemos Lilia com seu filho Caetano em seus braços, ao lado de sua comadre Nicinha que segura o pequeno Donizetti. À esquerda, nota-se também uma outra criança em pé, porém a mesma não foi identificada; é possível que se trate de outra filha de Lilia.

Com base no desenvolvimento físico das crianças de colo e análise de datas, estima-se que Caetano teria à época pouco mais de 01 ano, por ter nascido em novembro de 1954, enquanto Donizetti (nascido em agosto de 1955), entre 06 a 09 meses de vida.

Um precioso registro que evidencia as relações de compadrio em nossa comunidade.

Dona Lilia em registro dos seus 94 anos (2022). 

20 de maio de 2026

Nota de pesar pelo falecimento de Maria Barbosa de Sousa "Ciele"

Com imenso pesar, comunicamos o falecimento de Maria Barbosa de Sousa, mas conhecida como Ciele, ocorrida na noite desta terça-feira, 19 de maio de 2026, em razão de problemas de saúde.

Nascida em 1997, tendo assim 29 anos, Ciele era filha de Dona Lenira e Seu Deca (in memoriam), com raízes no Sítio Ribeirinha na Serra do Quincuncá, Farias Brito-CE.

Nesse momento de comoção, expressamos aos seus familiares e amigos, as nossas mais sinceras condolências.

14 de maio de 2026

Memória fotográfica: Coroação em Quincuncá - Final dos anos 1980.

Arquivo de Dilvany Silva, digitalizado pelo BQ. 

Memória Fotográfica: Coroação de Nossa Senhora – Quincuncá, Farias Brito-CE (final dos anos 1980).

A Coroação da Virgem Maria sempre foi um dos marcos mais emocionantes do calendário de nossa comunidade. Essa tradição, iniciada pela professora Maria Telina Almeida ainda no final dos anos 1930, atravessou gerações unindo fé e beleza.

Nesse registro captado no final dos anos 1980, observamos Dilvany Silva sob o pomposo altar, que era montado outrora para a solenidade, ocorrida sempre no dia 31 de maio, no encerramento do mês mariano.

Alguém aqui fez parte de alguma edição da coroação? Conta pra gente a sua recordação! 

11 de maio de 2026

Blog de Quincuncá recria imagem fotográfica de 1977 quanto da visita pastoral de Dom Vicente a Quincuncá.

Estas duas imagens, separadas por quase 49 anos, narram a continuidade de uma missão espiritual e o respeito de uma comunidade por seus pastores.

À esquerda, somos transportados para outubro de 1977, período da última visita pastoral de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos ao Distrito de Quincuncá em Farias Brito-CE. Naquela ocasião, o vilarejo parou para oferecer ao Bispo o acolhimento e as honras devidas.

Ao longo de dois dias marcados por reuniões, crismas, e cumprimentos de fiéis, um registro em particular eternizou o clima de hospitalidade: Dom Vicente, acomodado em uma típica cadeira de balanço na casa paroquial, ladeado por João de Deocrécio e pelo então vigário, Pe. José Wilton Leite.

À direita, o presente saúda o passado. Em uma iniciativa do historiador Guilherme Pereira, a cena foi cuidadosamente recriada celebrando a continuidade dessa história. Quase cinco décadas depois, a mesma pose e o mesmo respeito se repetem. No lugar de Dom Vicente, vemos agora Dom Magnus Henrique Lopes; à esquerda, o Pe. Cícero Leandro assume o posto que um dia foi de Pe. Wilton, e à direita, o próprio Guilherme ocupa o lugar antes preenchido por João Deocrécio.

O momento da recriação é ainda mais emblemático pelo atual contexto histórico. Em 2026, a comunidade celebra com fervor os 130 anos da devoção a São José, ao mesmo tempo em que assinala os 28 anos da última visita pastoral recebida antes deste novo e aguardado encontro com o atual pastor Diocesano.

Embora os cenários se modernizem e os rostos se renovem, a essência capturada pela lente permanece intacta. A recriação desta cena não é apenas um exercício de estética fotográfica, mas um testemunho de que, em Quincuncá, a fé permanece viva, pujante e profundamente conectada às suas raízes centenárias.

9 de maio de 2026

Memória fotográfica: Visita pastoral de Dom Vicente de Paulo e a discussão de um projeto que nunca saiu do papel - Quincuncá (1977).

Arquivo extraído de monóculos de Jesus Militão, digitalizado pelo BQ (restaurado com uso de IA). 

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA: VISITA PASTORAL DE DOM VICENTE DE PAULO ARAÚJO MATOS - QUINCUNCÁ (1977).

Em sua quarta e última visita pastoral ao Distrito de Quincuncá, Farias Brito-CE, o Bispo de Crato, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, acompanhou uma decisão da comunidade que jamais saiu do papel. Sob a liderança de Silva Antero, Luiz de Vigário, Antônio Militão, Emídio Vidal, Pedro Natalício, Manoel Euzébio e Rosa Bezerra, nomes citados no livro de tombo paroquial, a população planejou ampliar a Igreja de São José em formato de cruz.

No entanto, apesar da expectativa de que a obra estivesse pronta para a visita seguinte, o projeto nunca foi realizado, permanecendo apenas como um registro histórico daquele período.

Nessa fotografia captada provavelmente na manhã do dia 26 ou 27 de outubro daquele ano, vemos o Bispo na lateral da Igreja, possivelmente discutindo o referido projeto com as pessoas de Antônio Militão, Emídio Vidal e Jesus Militão.

7 de maio de 2026

Memória fotográfica: Visita Pastoral de Dom Newton a Igreja de São José - Quincuncá (1980)

Visita pastoral de Dom Newton (1980), acervo do Padre Wilton - PW.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA: VISITA PASTORAL DE DOM NEWTON HOLANDA GURGEL- QUINCUNCÁ, OUTUBRO DE 1980.

Este registro fotográfico não é apenas uma lembrança, é o testemunho de uma história de fé que atravessa gerações. No próximo sábado, 09 de maio de 2026, o Distrito de Quincuncá junto as outras comunidades Serranas, reviverão essa solenidade ao receber a visita pastoral de Dom Magnus Henrique Lopes, o 7° Bispo da Diocese do Crato.

Desde a última visita oficial conduzida por Dom Newton Holanda Gurgel em agosto de 1998, nossas terras não acolhiam a presença da maior autoridade da Igreja Católica na região do Cariri Cearense. Encontro este que visa conhecer a realidade local, fortalecendo os laços de fraternidade.

Nesta imagem captada em outubro de 1980, durante a 1° visita do ministério de Dom Newton, então Bispo auxiliar e vigário geral da Diocese, ladeado pelo vigário da época, Pe. Wilton Leite, além de personagens locais, como Natalício e Darinha (que cuidavam do templo à época), e a presença marcante do CEI - Coral Eucarístico Infantil, nas pessoas de Gracinha de Raimundo Bezerra, Corrinha e Edna de Gerson, Marilene de Cazuza Evaristo, Cleila de Cleonice, Maninha de Tutonho, Geni de Chico Biliz, Simone de Marieta, Corrinha e Maria de Lourdes de Mirtes, Irani de Darinha, Maria de Chagas da Frecheira, Vaneide Rodrigues, dentre outras.

Imagem restaurada pelo seguidor, André Viana na fanpage do Facebook. 

4 de maio de 2026

Nota de pesar pelo falecimento de Dona Zefinha

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da Sra. Josefa Bezerra de Oliveira, carinhosamente conhecida como Dona Zefinha, ocorrido neste domingo, 3 de maio de 2026.

Aos 71 anos, Dona Zefinha deixa um legado de dedicação como professora e comerciante. Residente na sede do município de Farias Brito-CE, era mãe dedicada de Antônia Karla e José Carlos, frutos do seu relacionamento com o Sr. Antônio Amarante de Oliveira, do Sto. Boa Vista na Serra do Quincuncá.

Nossos sentimentos e solidariedade aos seus familiares e amigos.

3 de maio de 2026

Memória fotográfica: Família de Leonardo Pereira - Quincuncá (1983).

Imagem 01: Arquivo original, acervo de D. Auremar, digitalizada pelo BQ. 

Memória fotográfica: Filhos(a), netos(a) e cunhados(a) de Leonardo Pereira e Silva - Agosto/1983.

Um registro clássico de foto em família, eternizado no quintal da residência do ex-vereador Leonardo Pereira, no Distrito de Quincuncá, em Farias Brito-CE. A imagem captura gerações reunidas em um momento de descontração. Encontros que eram de praxe, sobretudo, nesse dia 03 de maio, data que o patriarca faria aniversário.

Na foto, da esquerda para a direita: Gil, Auremar (com o filho Leonardo no colo), Alderi, João Batista, Creusa, Afrânio, Arlene, Tutonho e Dedi, Valda de Almerinda, Baiá e Leonardo Pereira. À frente, às crianças: Érica, Edylla, Sinara e Maninha.


Imagem 02: Foto restaurada com uso de IA, pelo Blog de Quincuncá. 

30 de abril de 2026

Homenagem póstuma ao casal Dona Júlia e Seu Benjamim da Frecheira.

Dona Júlia e Seu Benjamim. Foto cedida por Vera de Sousa, neta do casal. 

Uma homenagem póstuma a Benjamim Gomes da Costa (1898-1988) & Joana Alves Bezerra "D. Júlia" (1905-1998).

O casal era um dos antigos moradores da Frecheira, Sítio localizado nas extremidades da Serra do Quincuncá em Farias Brito-CE com o município de Cariús-CE.

Proprietário de terras, agricultores e também comerciantes, eles eram os genitores de catorze filhos, dos quais treze chegaram a idade adulta: Francisca (Chiquinha), Manoel (Dedelo), Antônia (Toinha), José (Zequinha), Antônio (Tonton), Francisco (Titi), Abel (Belim), Bernardína (Neném), Raimundo (Mundinho) e Maria Socorro, já falecidos, além de Maria (Dutinha), Jesus e Expedito que permanecem em nosso meio. 

25 de abril de 2026

Anilberto & Cleonice, uma história de amor que nem a morte conseguiu separar

Imagem recriada com IA pelo Blog de Quincuncá, a partir de um monóculos do acervo de Auremar Pereira. 

30 ANOS DE SAUDADES: ANILBERTO & CLEONICE, UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE NEM MESMO A MORTE CONSEGUIU SEPARAR.

​No distrito de Quincuncá, em Farias Brito-CE, onde o tempo parece ditar seu próprio ritmo, viveu um casal cuja trajetória desafia os "tempos líquidos", descritos pelo sociólogo Bauman - uma era onde nada é feito para durar. A história de Anilberto Pereira e Silva e Maria Cleonice Silva foi uma rara exceção, mostrando que o amor verdadeiro ainda pode florescer em um mundo de superfícies.

Anilberto, nascido em 05 de junho de 1931, era um homem de contrastes. Embora gostasse de fumar e beber, carregava uma sinceridade marcante e um respeito inabalável. À frente de sua mercearia, era o exemplo da ética: jamais oferecia bebida alcoólica a menores. Em vida, tratava a esposa como 'minha Santa Cleonice' e, com convicção, dizia que não suportaria viver sem ela, prometendo que, se partisse primeiro, viria buscá-la.

Ao seu lado, Maria Cleonice Silva, nascida em 19 de novembro de 1936, era o porto seguro. Com uma personalidade serena e apaziguadora, ela era o contraponto perfeito à natureza firme do marido. Professora e costureira, ela não apenas vestia a comunidade, mas também educava com doçura.

Antes de fincarem raízes em Quincuncá, o casal percorreu diferentes caminhos. Moraram no Sítio Açude Grande, Sítio Tabuleiro, e nas cidades de Crato e São Paulo, até que o solo fértil da Serra se tornou seu lar definitivo.

Juntos, tiveram 14 filhos: Kelma (a primogênita), José Adalberto (in memoriam), Norma-Lyds, Cleonice Maria, Aparecida, Ana Cácia, Kleyla, Júnior, Sheyla, além dos gêmeos Rômulo e Remo, Marta, Sandra e Albertina Bárbara que morreram ainda na infância.

Na mercearia e na escola, Anilberto e Cleonice ensinavam que a riqueza não estava no que se acumulava nas prateleiras, mas na mesa farta de filhos e na dignidade do trabalho.

Essa filosofia de vida se estendia a toda Quincuncá. Em 1980, eles organizaram o memorável "São Pedro da Roça", evento que uniu casais da comunidade em uma quadrilha comunitária que até hoje é relembrada com saudade pelos moradores.

O destino começou a cumprir a promessa de Anilberto em 05 de abril de 1996. Após sua partida, o mundo pareceu perder o sentido para "sua Santa". Apenas vinte dias depois, em 25 de abril, ele cumpriu sua palavra e veio buscá-la.

Dona Cleonice partiu da forma mais sublime: dormindo, tal qual a morte serena do Padroeiro São José. Sem agonia, ela simplesmente fechou os olhos para o mundo e os abriu para o reencontro eterno com seu amado.

Muitas pessoas falam em "almas gêmeas", mas Anilberto e Cleonice evidenciaram o que isso significa na prática. Almas gêmeas são aquelas que escolhem caminhar juntas, cuidando uma da outra nas horas boas e ruins. A partida dela, logo depois dele, não foi por acaso, foi o encontro final de dois corações que batiam no mesmo ritmo.

Hoje, eles repousam sepultados um ao lado do outro, sob a sombra de um pé de japão no Cemitério Padre Cícero. Ali, onde as folhas balançam suavemente, entende-se que a morte não foi um fim, mas apenas a última fronteira que cruzaram de mãos dadas.

​Hoje, o nome de Anilberto e Cleonice permanece vivo no coração dos filhos e na memória dos Quincuncaenses, provando que o amor, quando é de verdade, não aceita o "ponto final" da biologia.

24 de abril de 2026

Memória fotográfica: Rua Celso Pereira em Quincuncá - Set, 1981.

Acervo de Auremar Pereira, digitalizado pelo Blog de Quincuncá e restaurado com uso de IA.

Memória fotográfica: Rua Celso Pereira em Quincuncá, Farias Brito-CE - Setembro de 1981.

Mais do que um simples registro, esta fotografia é um mergulho na nossa história. Ela imortaliza o cotidiano de Quincuncá nos anos 1980, com o gado atravessando a Rua para beber água na Barragem Enoch Rodrigues.

A foto preserva as ruínas de uma antiga casa e o estilo original das fachadas da rua, conhecida popularmente como Rua das Bastas, ajudando a gente a entender o quanto o nosso distrito mudou com o passar do tempo. 

23 de abril de 2026

Memória fotográfica: Rua José Rodrigues em Quincuncá - 1981

Acervo de Auremar Pereira, digitalizado pelo BQ e restaurado com uso de IA.

No #TBT de hoje, trazemos um registro fotográfico da Rua José Rodrigues (atual Calçadão ao lado da Igreja de São José), em setembro de 1981, há 45 anos

Na imagem, podemos ver as fachadas originais de algumas residências do Distrito de Quincuncá, além de uma frondosa árvore de castanhola, que compunha o cenário da época. 

15 de abril de 2026

Memória fotográfica: O transporte entre Quincuncá e Farias Brito - 1995/1996.

Acervo de Ciê, cedido por Tatiana Pereira, e digitalizado pelo BQ. 

 Memória fotográfica: O transporte entre Quincuncá e Farias Brito - 1995/1996.

Há trinta anos, viajar entre Quincuncá e Farias Brito era muito mais do que um deslocamento, era um exercício de paciência e encontros. Este registro na bulê de um caminhão captura a essência dessa época. Se hoje o asfalto ainda não é uma realidade total, imagine naqueles tempos, especialmente ao enfrentar o desafio da temida ladeira na quadra invernosa.

Entre os passageiros identificados estão: Creusa de João Batista, Neneca de Valdeci, Cícero Guedes, Euclides da Fazenda, Ciê e Dona Valdenora, Zé Carneiro, Terezinha de Zé Pequeno e sua filha Suely, dentre outros.

Vocês conseguiram reconheceram mais alguém nessa imagem? Deixe sua contribuição abaixo.

11 de abril de 2026

Nota de pesar pelo falecimento de Dona Mocinha de Zé Chicô

Comunicamos o falecimento da Sra. Maria Gertrudes Ferreira, mais conhecida como "Mocinha de Zé Chicô", ocorrido na manhã deste sábado, 11 de abril de 2026, no Hospital Regional do Cariri.

Nascida em 12 de março de 1924, contando com 102 anos, era natural do Sítio Lagoa do Diogo, no município de Assaré-CE. Filha de Antônio Soleano Pereira e Maria Olivia do Amor Divino, foi a primogênita de uma família de cinco irmãos: Helena, Francisco (Zomim), Assis Soleano e José (falecido ainda bebê).

Órfã de mãe aos 13 anos, Mocinha teve uma infância semelhante à de tantos outros de sua época. Desde muito jovem, aprendeu a extrair da terra o seu sustento, profissão que exerceu por muitos anos, somando a ela, posteriormente, a atividade comercial. Nos anos 1930, foi alfabetizada pela Professora Maria Telina Almeida, educadora responsável por instruir as gerações de outrora do velho Araticum.

Na década de 1950, casou-se com José Ferreira dos Santos, o "Zé Chicô" (1926–1983), com quem teve cinco filhos, dos quais dois sobreviveram: Fransquim e Aureni. No intuito de facilitar o acesso dos filhos aos estudos, mudou-se para a cidade de Juazeiro do Norte nos anos 1960, intercalando sua rotina com estadias em Quincuncá, onde ajudava o esposo nas atividades da mercearia.

Pertencente à tradicional família Pereira, da Serra do Quincuncá, Mocinha era mais uma centenária natural de nossa terra.

Expressamos nosso abraço fraterno e solidariedade à família, que perde hoje sua maior referência.