22 de fevereiro de 2026

Homenagem a Prof. Auremar Pereira na passagem do seu 80º aniversário

Neste domingo, 22 de fevereiro, celebramos os 80 anos da Sra. Antônia Auremar Pereira Holanda, carinhosamente conhecida como Bemar.

Nascida em 1946 no distrito de Quincuncá-Farias Brito-CE, ela é filha de Leonardo Pereira e Silva e Maria Dengosa Leite, sendo a oitava de uma linhagem de dez irmãos: Dorgival, José (Baiá), João, Humberto e Eurides (já falecidos); Antônio (Tutonho) e Evaldo, além de Maria Socorro e Celso, que morreram ainda crianças.

Sua trajetória estudantil teve início em sua terra natal, onde cursou as séries iniciais com as professoras, Narcisa de Pedoca e Lilita. Para dar continuidade aos estudos, seguiu para Farias Brito, e mais tarde as cidades de Juazeiro do Norte e Crato, onde consolidou sua formação, concluindo o 3° ano pedagógico no Colégio Madre Ana Couto em 1967.

Após a formatura, retornou a Quincuncá. Na época ministrava aulas particulares na casa de seus pais e à tarde lecionava em um salão cedido por João da Costa no Beco do Pecado.

Em 1969, conquistou sua nomeação como professora pelo Governo do Estado, ensinando turmas de 3° e 4° série, posteriormente firmando contrato com a Prefeitura de Farias Brito, permanecendo na função até março de 1979. Ao longo de sua carreira, estima-se que cerca de 700 crianças foram guiadas pelo olhar atento e paciente de Bemar.

À noite do dia 27 de março de 1979, casou-se com seu primo legitimo, Gilberto de Holanda Pereira "Gil" (1942-2011), com quem constituiu uma família de três filhos: Gilberto, Leonardo e Natália.

Após o matrimônio, o casal mudou-se para o bairro de Santo Amaro na capital paulista, onde Gilberto trabalhava como torneiro mecânico. Durante os dez anos em que viveu em São Paulo, Auremar nunca esqueceu suas origens, sempre retornando nas férias para rever familiares e amigos.

Em 28 de janeiro de 1989, a família regressou definitivamente ao Ceará, fixando moradia à Rua Vicente Leite em Crato. Desde então, ela divide seus dias entre a vida no Crato e o refúgio em seu amado Quincuncá.

Dona de uma personalidade forte, guiada por um espírito sereno e gentil, Auremar fez da educação sua missão de vida, sem nunca se desprender dos valores que a formaram.

Parabéns, Bemar! 

12 de fevereiro de 2026

Homenagem póstuma a Dona Caindinha da Lagoinha

Cândida em foto cedida pela sobrinha, Durica e restaurada com uso de IA.

UMA HOMENAGEM PÓSTUMA A CÂNDIDA PEREIRA DA SILVA "DONA CAINDINHA DA LAGOINHA".

Nascida em 10 de fevereiro de 1908, em Quincuncá, Cândida carregava consigo a força de suas raízes. Filha de Ananias Pereira de Souza e Antônia Gonçalves da Silva, foi a terceira de uma família de cinco irmãos: Antônio Moreira, Gertrudes (Tida), Aguida (Estevâm), Maria e José Moreira (Nego Ananias).

A sua vida adulta foi marcada pela união com Pedro Dino da Silva (Pedro Gabriel). Juntos, tiveram quatro filhos: Maria (Pretinha), Francisca (Biluca), Antônia (Toinha) e Emídio, todos já falecidos.

Agricultores de ofício, o casal habitou em Antonina do Norte-CE, mas foi na Serra do Quincuncá que encontraram seu porto seguro. Estabeleceram-se no Sítio Lagoinha, em terras adquiridas do Sr. Pedro Firmino, localidade onde viveram e trabalharam até o fim de seus dias.

Carinhosamente chamada de Dona Caindinha, ela morreu em 29 de março de 1994, aos 86 anos, deixando não apenas saudades, mas um legado de luta e simplicidade que jamais será esquecido.