30 de abril de 2026

Homenagem póstuma ao casal Dona Júlia e Seu Benjamim da Frecheira.

Dona Júlia e Seu Benjamim. Foto cedida por Vera de Sousa, neta do casal. 

Uma homenagem póstuma a Benjamim Gomes da Costa (1898-1988) & Joana Alves Bezerra "D. Júlia" (1905-1998).

O casal era um dos antigos moradores da Frecheira, Sítio localizado nas extremidades da Serra do Quincuncá em Farias Brito-CE com o município de Cariús-CE.

Proprietário de terras, agricultores e também comerciantes, eles eram os genitores de catorze filhos, dos quais treze chegaram a idade adulta: Francisca (Chiquinha), Manoel (Dedelo), Antônia (Toinha), José (Zequinha), Antônio (Tonton), Francisco (Titi), Abel (Belim), Bernardína (Neném), Raimundo (Mundinho) e Maria Socorro, já falecidos, além de Maria (Dutinha), Jesus e Expedito que permanecem em nosso meio. 

25 de abril de 2026

Anilberto & Cleonice, uma história de amor que nem a morte conseguiu separar

Imagem recriada com IA pelo Blog de Quincuncá, a partir de um monóculos do acervo de Auremar Pereira. 

30 ANOS DE SAUDADES: ANILBERTO & CLEONICE, UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE NEM MESMO A MORTE CONSEGUIU SEPARAR.

​No distrito de Quincuncá, em Farias Brito-CE, onde o tempo parece ditar seu próprio ritmo, viveu um casal cuja trajetória desafia os "tempos líquidos", descritos pelo sociólogo Bauman - uma era onde nada é feito para durar. A história de Anilberto Pereira e Silva e Maria Cleonice Silva foi uma rara exceção, mostrando que o amor verdadeiro ainda pode florescer em um mundo de superfícies.

Anilberto, nascido em 05 de junho de 1931, era um homem de contrastes. Embora gostasse de fumar e beber, carregava uma sinceridade marcante e um respeito inabalável. À frente de sua mercearia, era o exemplo da ética: jamais oferecia bebida alcoólica a menores. Em vida, tratava a esposa como 'minha Santa Cleonice' e, com convicção, dizia que não suportaria viver sem ela, prometendo que, se partisse primeiro, viria buscá-la.

Ao seu lado, Maria Cleonice Silva, nascida em 19 de novembro de 1936, era o porto seguro. Com uma personalidade serena e apaziguadora, ela era o contraponto perfeito à natureza firme do marido. Professora e costureira, ela não apenas vestia a comunidade, mas também educava com doçura.

Antes de fincarem raízes em Quincuncá, o casal percorreu diferentes caminhos. Moraram no Sítio Açude Grande, Sítio Tabuleiro, e nas cidades de Crato e São Paulo, até que o solo fértil da Serra se tornou seu lar definitivo.

Juntos, tiveram 14 filhos: Kelma (a primogênita), José Adalberto (in memoriam), Norma-Lyds, Cleonice Maria, Aparecida, Ana Cácia, Kleyla, Júnior, Sheyla, além dos gêmeos Rômulo e Remo, Marta, Sandra e Albertina Bárbara que morreram ainda na infância.

Na mercearia e na escola, Anilberto e Cleonice ensinavam que a riqueza não estava no que se acumulava nas prateleiras, mas na mesa farta de filhos e na dignidade do trabalho.

Essa filosofia de vida se estendia a toda Quincuncá. Em 1980, eles organizaram o memorável "São Pedro da Roça", evento que uniu casais da comunidade em uma quadrilha comunitária que até hoje é relembrada com saudade pelos moradores.

O destino começou a cumprir a promessa de Anilberto em 05 de abril de 1996. Após sua partida, o mundo pareceu perder o sentido para "sua Santa". Apenas vinte dias depois, em 25 de abril, ele cumpriu sua palavra e veio buscá-la.

Dona Cleonice partiu da forma mais sublime: dormindo, tal qual a morte serena do Padroeiro São José. Sem agonia, ela simplesmente fechou os olhos para o mundo e os abriu para o reencontro eterno com seu amado.

Muitas pessoas falam em "almas gêmeas", mas Anilberto e Cleonice evidenciaram o que isso significa na prática. Almas gêmeas são aquelas que escolhem caminhar juntas, cuidando uma da outra nas horas boas e ruins. A partida dela, logo depois dele, não foi por acaso, foi o encontro final de dois corações que batiam no mesmo ritmo.

Hoje, eles repousam sepultados um ao lado do outro, sob a sombra de um pé de japão no Cemitério Padre Cícero. Ali, onde as folhas balançam suavemente, entende-se que a morte não foi um fim, mas apenas a última fronteira que cruzaram de mãos dadas.

​Hoje, o nome de Anilberto e Cleonice permanece vivo no coração dos filhos e na memória dos Quincuncaenses, provando que o amor, quando é de verdade, não aceita o "ponto final" da biologia.

24 de abril de 2026

Memória fotográfica: Rua Celso Pereira em Quincuncá - Set, 1981.

Acervo de Auremar Pereira, digitalizado pelo Blog de Quincuncá e restaurado com uso de IA.

Memória fotográfica: Rua Celso Pereira em Quincuncá, Farias Brito-CE - Setembro de 1981.

Mais do que um simples registro, esta fotografia é um mergulho na nossa história. Ela imortaliza o cotidiano de Quincuncá nos anos 1980, com o gado atravessando a Rua para beber água na Barragem Enoch Rodrigues.

A foto preserva as ruínas de uma antiga casa e o estilo original das fachadas da rua, conhecida popularmente como Rua das Bastas, ajudando a gente a entender o quanto o nosso distrito mudou com o passar do tempo. 

23 de abril de 2026

Memória fotográfica: Rua José Rodrigues em Quincuncá - 1981

Acervo de Auremar Pereira, digitalizado pelo BQ e restaurado com uso de IA.

No #TBT de hoje, trazemos um registro fotográfico da Rua José Rodrigues (atual Calçadão ao lado da Igreja de São José), em setembro de 1981, há 45 anos

Na imagem, podemos ver as fachadas originais de algumas residências do Distrito de Quincuncá, além de uma frondosa árvore de castanhola, que compunha o cenário da época. 

15 de abril de 2026

Memória fotográfica: O transporte entre Quincuncá e Farias Brito - 1995/1996.

Acervo de Ciê, cedido por Tatiana Pereira, e digitalizado pelo BQ. 

 Memória fotográfica: O transporte entre Quincuncá e Farias Brito - 1995/1996.

Há trinta anos, viajar entre Quincuncá e Farias Brito era muito mais do que um deslocamento, era um exercício de paciência e encontros. Este registro na bulê de um caminhão captura a essência dessa época. Se hoje o asfalto ainda não é uma realidade total, imagine naqueles tempos, especialmente ao enfrentar o desafio da temida ladeira na quadra invernosa.

Entre os passageiros identificados estão: Creusa de João Batista, Neneca de Valdeci, Cícero Guedes, Euclides da Fazenda, Ciê e Dona Valdenora, Zé Carneiro, Terezinha de Zé Pequeno e sua filha Suely, dentre outros.

Vocês conseguiram reconheceram mais alguém nessa imagem? Deixe sua contribuição abaixo.

11 de abril de 2026

Nota de pesar pelo falecimento de Dona Mocinha de Zé Chicô

Comunicamos o falecimento da Sra. Maria Gertrudes Ferreira, mais conhecida como "Mocinha de Zé Chicô", ocorrido na manhã deste sábado, 11 de abril de 2026, no Hospital Regional do Cariri.

Nascida em 12 de março de 1924, contando com 102 anos, era natural do Sítio Lagoa do Diogo, no município de Assaré-CE. Filha de Antônio Soleano Pereira e Maria Olivia do Amor Divino, foi a primogênita de uma família de cinco irmãos: Helena, Francisco (Zomim), Assis Soleano e José (falecido ainda bebê).

Órfã de mãe aos 13 anos, Mocinha teve uma infância semelhante à de tantos outros de sua época. Desde muito jovem, aprendeu a extrair da terra o seu sustento, profissão que exerceu por muitos anos, somando a ela, posteriormente, a atividade comercial. Nos anos 1930, foi alfabetizada pela Professora Maria Telina Almeida, educadora responsável por instruir as gerações de outrora do velho Araticum.

Na década de 1950, casou-se com José Ferreira dos Santos, o "Zé Chicô" (1926–1983), com quem teve cinco filhos, dos quais dois sobreviveram: Fransquim e Aureni. No intuito de facilitar o acesso dos filhos aos estudos, mudou-se para a cidade de Juazeiro do Norte nos anos 1960, intercalando sua rotina com estadias em Quincuncá, onde ajudava o esposo nas atividades da mercearia.

Pertencente à tradicional família Pereira, da Serra do Quincuncá, Mocinha era mais uma centenária natural de nossa terra.

Expressamos nosso abraço fraterno e solidariedade à família, que perde hoje sua maior referência.

6 de abril de 2026

Nota de pesar pelo falecimento de Seu Camilo

Comunicamos o falecimento do Sr. Camilo Cosmo da Silva, ocorrido na tarde desta segunda-feira, 06 se abril de 2026, no Hospital Geral de Farias Brito.

Nascido em 1934, tendo 91 anos completos, Camilo era viúvo de Terezinha Calixto do Nascimento, e deixa dois filhos: Raimunda (Bê) e José (Zé).

Seu Camilo como era conhecido, habitou inicialmente com a família no Sítio São João no Distrito de Cariutaba, e em 1979, mudou-se para o Sítio Cajuí na Serra do Quincuncá, posteriormente fixando moradia na sede do Distrito de Quincuncá em Farias Brito-CE onde vivia.

À família, endereçamos nossos mais sinceros sentimentos de pesar, em nome da comunidade Quincuncaense.

Nota de pesar pelo falecimento do Sr. Cícero de Hilário

Comunicamos o falecimento do Sr. Cícero Honorato da Silva, mas conhecido como "Cícero de Hilário", ocorrido na manhã desta segunda-feira, 06 de abril de 2026, na cidade de Juazeiro do Norte-CE, onde vivia.

Nascido em 1933, tendo assim 92 anos, filho de Pedro José dos Santos e Antônia Maria da Conceição, foi criado pelo Sr. Hilário Pereira, de quem herdou o apelido que carregou com honra por toda a vida.

Casado com Maria Fernandes da Silva (Dona Peseu), era pai de doze filhos: Maria, Antônia, Salete, Adelice, Delzuite, Marilesse, Marlete, Cícera, Pedro, Evaldo, Evanio e Francisco (in memoriam).

A família viveu a maior parte de sua vida no Distrito de Quincuncá, em Farias Brito-CE, mas, desde o ano de 1999, mudou-se para Juazeiro do Norte, onde residia desde então.

Nosso abraço fraterno e condolências à família enlutada!

4 de abril de 2026

Nota de pesar pelo falecimento do Sr. João de Neura

Comunicamos o falecimento de João Ferreira de Lima, mas conhecido como João de Neura, ocorrido às 09:15h deste sábado, 04 de abril de 2026.

Nascido em 08 de fevereiro de 1946, tendo assim 80 anos, era filho do casal, Joaquim Ferreira de Lima e Aguida Moreira de Souza.

Viúvo de Antônia Neura de Souza, além de agricultor, por décadas, João se dedicou a construção cívil, edificando várias residências na comunidade e sítios circunvizinhos.

Morador no Distrito de Quincuncá, Farias Brito-CE, atualmente mantinha um relacionamento com Maria Suely Ribeiro.

Era pai de sete filhos: José (Manim), José (Zé), Neide, Cícera, Neurivânia, Francisco "Tantinha" (in memoriam) e Kemilly.

Nossas condolências à toda família enlutada!

Efemérides: Centenário de nascimento de Maria Neli Gonçalves - Homenagem Póstuma

Imagens do acervo do Blog de Quincuncá, com colaboração de Fco. Nélito 

EFEMÉRIDES: CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE MARIA NELI GONÇALVES - HOMENAGEM PÓSTUMA.

​Nascida em 4 de abril de 1926 no Araticum (atual distrito de Quincuncá, em Farias Brito-CE), Maria Neli Ribeiro era filha do subdelegado, Israel Gonçalves de Moraes e da costureira, Criselides Ribeiro da Silva, sendo a primogênita de uma família de três irmãos: Geraldo e Eimar.

Aluna da professora Maria Telina Almeida, Neli também lecionou na comunidade, onde era reconhecida tanto por sua dedicação quanto por sua notável beleza e talento excepcional para a costura.

Sua trajetória profissional foi marcada pelo serviço público. Em 1942, assumiu o Cartório de Registro Civil de Quincuncá como a 2° oficial, função que desempenhou até junho de 1959.

Após deixar o posto, mudou-se com os pais para o Sítio Pedra Preta, onde continuou a prestar assistência cartorial a Maria Bezerra de Lima (Dona Mariquinha) no Cartório de Amaro, em Assaré-CE.

Foi nesse período que conheceu Francisco Torquato Gonçalves, com quem se casou, adotando o nome de Maria Neli Gonçalves. Desta união ficaram dois filhos: Francisco Nélito e Antônio Israel.

Posteriormente, a família fixou residência no Crato-CE, cidade onde Neli faleceu em 7 de setembro de 2003, aos 77 anos.

Neste centenário de seu nascimento, rendemos então esta justa homenagem à sua memória.