18 de agosto de 2026

Personalidades que fizeram História: Josafá Rodrigues da Silva (1920-2000).

Josafá (Enviada por Mª das Graças - restaurada com I.A).

PERSONALIDADES QUE FIZERAM HISTÓRIA: JOSAFÁ RODRIGUES DA SILVA

Josafá Rodrigues da Silva ou simplesmente "Josa"; nasceu em 12 de novembro de 1920, em Quincuncá-Farias Brito (CE). Filho de Raimundo Rodrigues da Silva e Maria Rodrigues da Silva, ele foi o 2° de uma família de onze irmãos: Lindalva Rodrigues, Antônio, Marcelino, Aluízio, Nilza e Antônia, além de Manuel, Agostinho, José e Maria, que morreram ainda crianças.

Em 1936, aos 16 anos Josafá ficou órfã de pai, passando a ser criado por sua mãe. Aos 18 anos, tomou a decisão de deixar a Serra do Quincuncá após uma intervenção firme de sua mãe ao encontrá-lo em um local reprovado por ela. Envergonhado e contrariado, ele decidiu partir, embarcando em um tradicional caminhão pau de arara rumo a novos horizontes, iniciando ali uma ausência que duraria quarenta anos.

Durante esse longo período, Josafá fixou residência em Porto Velho (Rondônia), onde trabalhou em diversas frentes, destacando-se sobretudo na agricultura. Naquela cidade, uniu-se a Maria das Graças Dantas, com quem conviveu. Embora não fossem legalmente casados, Josafá assumiu com grande afeto a criação do enteado, Eduardo, a quem amava como um filho biológico.

Após quatro décadas longe da terra natal, Josafá retornou ao Ceará em 1987, passando a residir em Várzea Alegre (CE), onde estabeleceu um novo relacionamento, também não formalizado, com a Sra. Francinete, moradora do bairro Varjota. E já em seus últimos anos, ficou sob os cuidados de sua sobrinha, Leide.

O ano 2000 foi marcado por uma profunda e dolorosa perda para a família, com o falecimento de três irmãos em um curto espaço de tempo: Aluízio Rodrigues, em 06 de junho; Josafá, em 11 de junho e Lindalva, em 11 de novembro.

Devido a circunstâncias familiares, já que sua irmã Lindalva encontrava-se muito doente e desejava ser sepultada na cova da mãe de ambos, Josafá foi sepultado no Cemitério Pe. Cícero do Quincuncá, em uma cova pertencente à sua tia materna, encerrando assim uma jornada terrena marcada por longas distâncias, reencontros e fortes laços familiares.

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