Foto: Blog de Quincuncá - 23/12/2021. |
Nas vésperas dessa data significativa, desejo um feliz natal a todas as famílias Quincuncaenses, e conterrâneos residentes em outras cidades.
Neste espaço abordarei memórias de Quincuncá desde os seus primórdios como Vila Araticum ou São José até os dias atuais: narrativas históricas, biografias, transcrições de documentos, fotos e vídeos serão aqui disponibilizados, a fim de rememorar o passado e deixar registrado os fatos para a posteridade. Todo este trabalho é realizado de forma voluntária, com objetivo de compartilhar os conhecimentos advindos das pesquisas, valorizando assim a história e a cultura local. SEJAM BEM-VINDOS!
Foto: Blog de Quincuncá - 23/12/2021. |
Nas vésperas dessa data significativa, desejo um feliz natal a todas as famílias Quincuncaenses, e conterrâneos residentes em outras cidades.
Imagem capturada por drone por Grasueldo Menezes - Maio/2021, a pedido do Blog de Quincuncá. |
20 DE DEZEMBRO: ANIVERSÁRIO DO DISTRITO DE QUINCUNCÁ.
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"Zé de Sebasto" em 2019 - Foto: reprodução Facebook |
Com pesar, venho a público noticiar o falecimento do Sr. "Zé de Sebasto", ocorrido na noite de hoje (15), vítima de infarto do miocárdio.
Nascido em 1949, tendo assim 72 anos, como sanfoneiro, Zé de Sebasto, fez parte da juventude de muitos, animando festas na região, ao lado seu amigo, Antônio de Amadeu que tocava pandeiro.
Por décadas trabalhou também no transporte de passageiros da Vila Barreiro do Jorge - Serra do Quincuncá a sede do município de Farias Brito-CE.
Em nome da comunidade Serrana, dirijo a todos os familiares e amigos, sinceros sentimentos pela perca!
Com entusiasmo, anuncio de que o Blog de Quincuncá superou a marca de 6.000 seguidores no Facebook e mais de 141.000 mil acessos na página do Blogger na internet.
Quando criei a página em 2015, não imaginava que ela alcançaria tão proporção. Hoje mais de 6.000 mil pessoas nos acompanham, interagindo com os conteúdos aqui postados, e fazendo com que a Serra do Quincuncá seja cada vez mais conhecida e amada.
Obrigado a cada um de vocês por dar sentindo a esse trabalho. Que venha os 7k e os 150.000 mil acessos.
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Edim de Gerson - Foto: Merielle Pereira. |
Comunico o falecimento do Sr. Esso Olegário Neto "Edim de Gerson", ocorrido hoje (08/11) em Barbalha-CE.
Nascido na Vila Umari - Serra do Quincuncá, em 1962, tendo assim 59 anos, era filho de Francisco Pereira da Silva "Gerson" (in memoriam) e Dona Terezinha Dino.
Edim de Gerson como era conhecido, trabalhava como servidor público na Prefeitura de Farias Brito-CE.
Casado com D. Betinha, era pai de quatro filhos: Gerciana, Aureliano, Leandro e Ernandes (in memoriam).
À toda família, manifesto em nome da comunidade, condolências pela perca!
O velório acontecerá em sua residência em Farias Brito. E o sepultamento será as 17:00h de amanhã (09) no Cemitério Padre Cícero, no Distrito de Quincuncá.
Entrada do Cemitério Pe. Cícero. Imagem: Blog de Quincuncá - 02/11/2021 |
Tradicionalmente como todos os anos, o dia de finados é uma ocasião que traz muitos fiéis da Serra do Quincuncá (e até mesmo de outras regiões) ao Cemitério Padre Cícero, para prestar suas homenagens aos seus entes queridos sepultados no local.
Em 2021, a Missa em memória dos falecidos foi celebrada às 16:00h, pelo Padre Paulo Sérgio, vigário de Farias Brito-CE. Anteriormente foi lida as intenções que totalizaram 1.010. Logo após a celebração, foi realizada a 5ª edição da Procissão das almas, que consiste na caminhada saindo da Igreja de São José ao campo santo, cuja iniciativa partiu de minha pessoa (Guilherme Pereira) em 2017.
Este ano, ao contrário dos anteriores (clique aqui para ver o antes), os fiéis que visitaram o campo santo, se admiraram de como o espaço se encontra. É que Prefeitura Municipal de Farias Brito, atendendo solicitação da comunidade (incluindo de minha pessoa) realizou serviços de melhoria no campo santo, como: limpeza, construção de uma rampa de acesso, confecção do letreiro "Cemitério Padre Cícero" e finalmente a ampliação da iluminação. Parabéns a gestão municipal, pelo compromisso e respeito para com nossos entes queridos falecidos!
Veja outras imagens do Cemitério Padre Cícero, capturadas pelo Blog de Quincuncá-CE (02/11/2021):
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Ilustração do "tirador de figo", por Cícero Leonildo de Morais, a quem agradeço pela contribuição. |
Evidentemente os Cemitérios são fontes de pesquisa histórica, na medida em que a arquitetura tumular ou a ausência dela exprime tanto aspectos culturais quanto econômicos dos que lá jazem. Segundo fontes orais, desde a sua fundação, com a benção do terreno pelo Padre Cícero Romão Batista (1844-1934), o Cemitério de Quincuncá é alvo de muitas narrativas, muitas vezes intrigantes. À começar da escolha do terreno, visto pelos moradores da época como impróprio para tal finalidade pela presença de enormes lajeiros, mas que nunca representaram de fato um problema, a ponto de impedir algum sepultamento, o que muitos consideram um milagre.
As histórias que se revestem de um tom misterioso e peculiar não param por aí: relatos de corpos santos, que quando arrancados exalavam um doce perfume, dando a entender uma ideia de santificação; de pessoas enterradas vivas, e de um homem que dançou com um cadáver. Entretanto, a memória que irei frisar, ao contrário das demais tem maior destaque, por sua ampla difusão entre os moradores.
O papa-fígo ou "velho do saco", e ainda "homem do saco" é uma lenda do folclore brasileiro muito difundida em especial nas zonas rurais, com o intuito de evitar que crianças se comunicassem com estranhos. Reza a lenda que seria necessário que os papa-figos comessem o fígado de uma criança, para que ficassem curados da hanseníase (ou lepra), doença que atinge mucosas, nervos periféricos e lesões na pele, tendo em vista que acreditava-se antigamente que era uma doença causada pelo sangue impuro, e como o sangue é filtrado pelo fígado, muitos achavam que o consumo de fígado sadio, sobretudo de crianças por serem consideradas seres mais puros, restabeleceriam sua saúde.
A lenda passou contudo, por resignificações, na Serra do Quincuncá, município de Farias Brito-CE, e regiões próximas, esse personagem era chamado de "tirador de figo". E diferente da lenda não tinha como foco somente raptar crianças desobedientes, mas de retirar esse órgão as escondidas de defuntos, logo após o seu sepultamento, dizia-se que para fazer remédios ou pesquisas.
Essa lenda com tons de veracidade, não só amedrontava crianças em um passado não muito distante, como também tiravam o sossego dos familiares dos falecidos, que muitas vezes optavam por vigiar o túmulo, a fim de garantir que ele não fosse violado.
Entre 1935 a 1948, conforme análise documental, o Cemitério de Quincuncá permaneceu fechado, sem a permissão de novos sepultamentos. Conforme Antonio Fonseca Dias "Tota Fonseca" (101 anos), um dos motivos apontados para isso seria justamente o apogeu dessa prática na localidade, além de uma política estadual de combate a malária que pregava que o sepultamento de corpos que sucumbiram a doença deveria ser realizado em lugares específicos. Na época quando alguém da comunidade ou de vilarejos vizinhos faleciam, seus corpos eram transladados dentro de redes aos campos santos de Santo Amaro (Assaré-CE) e Quixará (Farias Brito-CE). Nesse período, por ser mais cómodo, se habituaram também enterros em uma porção de terras situada no Sítio Açude Velho, há cerca de 1.5km de Quincuncá, local marcado pela existência de um Cruzeiro, memória que adiante será relatada em um artigo exclusivo.
Por mais que pareça um absurdo ou apenas uma lenda criada para intimidar crianças, muitos idosos "juram de pés juntos", como diz o ditado, da existência desse indivíduo atuando principalmente no Cemitério. Ainda sobre os "tiradores de fígo", é relatado pela oralidade, que esta prática cessou após ameaça de familiares, que ao sepultarem um ente querido, asseguraram que aquele que o infringisse não ficariam sem punição.
Cabe destacar que anterior a administração do Prefeito, João Antero da Silva "Silva Antero", entre 1951 a 1955, não existiam muros como nos dias atuais no Cemitério, o local era cercado por varas, que impediam o acesso de porcos que eram criados soltos, bem como de outros animais.
Em 1948, após 12 anos em inatividade, o Cemitério foi finalmente reativado. Tal ação apesar do contexto que envolviam os tiradores de fígo, como um dos responsáveis, foi de certa forma importante, no sentido de amenizar a situação do campo santo, que certamente já enfrentava nesse período um momento de lotação. Desde então, há 73 anos, o Cemitério Padre Cícero de Quincuncá, continua a receber os corpos dos filhos e amantes dessa terra.
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Fontes:
Websites consultados:
Toda Matéria. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/papa-figo/>. Acesso em 29 de outubro de 2021.
Site de dicas. Disponível em: <https://www.sitededicas.com.br/folclore-o-mito-do-papa-figo.htm> Acesso em 29 de outubro de 2021;
Ministério da saúde. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/o-que-e-hanseniase> Acesso em 29 de outubro de 2021.
Fontes orais:
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Recordação escolar de Benedita Feitosa, 1978 - Foto: Acervo pessoal, digitalizado pelo BQ. |
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Na imagem, o autor do Blog, recebe a placa - Foto: Nova ideia Consultoria e Marketing. |
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Antônio Maguim - Imagem de junho/2021, por Guilherme Pereira. |
Nascido em 1968, no dia do professor, ele não teve oportunidades de estudar, todavia é um grande mestre na arte da música, um sanfoneiro e vocalista consagrado da Serra do Quincuncá, que merece todo o nosso respeito e consideração. Parabéns, Antônio Maguim!
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Zé Adalberto- Foto reprodução Facebook |
Com pesar, comunico o falecimento do Sr. José Adalberto, ocorrido na manhã de hoje (13). Filho dos professores, Anilberto Pereira e Maria Cleonice, ambos falecidos, e nascido em Quincuncá. Adalberto era casado com Goretti Holanda sendo pai de seis filhos: Emanuela, Thiago, Diogo, Júnior, Priscila e Aioram.
Em nome da comunidade, manifesto sentimentos de pesar a toda a família enlutada!
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Cecília Pereira Dias, em registro de março de 2019 Foto: Blog de Quincuncá |
Parafraseando o Poeta Braúlio Bessa: "Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser".
Filha natural de nossa terra, Cecília Pereira Dias caracteriza muito bem o que ser Nordestino(a): destemida, desenrolada e acolhedora. E é em nome dela que saúdo a todos os Nordestinos pela passagem do seu dia.
Vista do casarão do Baixio, em foto capturada da estrada de acesso ao Sítio Fazenda - Foto: BQ. |
Localizado há pouco mais de 1,0km de Quincuncá, município de Farias Brito, Ceará, o Sítio Baixio leva esse nome porque é nessa área onde desagua a Barragem do distrito. Nele, um casarão de oito cômodos com sótão é testemunha dos tempos áureos da cana-de-açúcar na Serra do Quincuncá, representando também o grande poder aquisitivo de seus proprietários, considerando a imponência de sua edificação para a época.
Construído em 1909, conforme depoimentos da Sra. Francisca Guilhermina da Silva (69 anos), que há 21 anos vive no local. A propriedade pertenceu a Pedro Firmino Pereira da Silva, nascido em 10 de junho de 1892, filho de José Tibúrcio Pereira e Candida Gonçalves da Silva, e falecido em 24 de março de 1962. E que era casado com Raimunda Pereira de Souza, por vezes registrada como Raimunda Maria de Jesus, conhecida como "Raimunda Gregório", que nasceu em 08 de dezembro de 1871 e faleceu em 30 de dezembro de 1952, filha de Gregório Pereira de Souza e Antônia Moreira de Souza.
O casal que não deixou descendentes diretos, aparecem por várias vezes como padrinhos de batismo em cerimônias ocorridas na Igreja de São José em Quincuncá, o que denota mais uma vez suas condições financeiras favoráveis, isto porque ao serem escolhidos para esse encargo, caso os pais viessem a faltar, os padrinhos é quem assumiam a responsabilidade pela criação das crianças.
Além do referido casarão e das terras nos seus arredores, o Baixio, ainda era constituído de um açude, e um engenho de tração animal, situado ao lado da residência, onde anualmente eram realizadas as moagens, produzindo grande quantidade de rapadura, alfenim, cocadas e outros derivados da cana-de-açúcar, como a cachaça, que era apreciada pelos proprietários e mais próximos. A produção destinada a consumo próprio e a comercialização, provavelmente nas feiras da região, findou tempos após a morte de Dona Raimunda em 1952.
Dentro dos limites da propriedade, habitavam ainda outros moradores. Um registro eclesiástico de 1931, indicam que um desses eram: Antonio Duque de Morais e Etelvira Ribeiro de Morais, esta última tia de Telina Almeida, que foi professora em Quincuncá. Segundo relatos de Teodorica Moreira de Souza, nascida neste Sítio em 1946, já no final dos anos 1930 e início dos 1940 em diante, também foram ali moradores: Seu Luiz e Dona Lina (pai e madrasta de Rosa Nogueira), Seu Martim, sua esposa D. Cecília e sua filha, Maria, além de seus pais, João Timóteo dos Santos e Gertrudes Gonçalves da Silva. Ambos residiam em casas de pau-a-pique (taipa), distantes uma da outra, mas que ficavam sob a tutela de Pedro Firmino. A partir de 1958, ainda segundo ela, esses moradores mudaram-se para outras localidades, à exemplo de seus genitores, que passaram a residir na sede do distrito, ficando apenas Pedro Firmino, que nesse tempo já se encontrava enfermo.
Falar no Baixio é também reacender assombrações. Conforme relatos, os antigos donos antes de falecerem deixaram botijas, isto é, vasilhames de barro ou metal com tesouros (geralmente ouro e dinheiro). Diz a sabedoria popular que tais bens só podem ser retirados por quem fosse destinados, caso tudo se transformaria em pó. Furtuoso Dias de Alcântara (pai de Iva Dias) e Luíza Moreira de Souza (filha de Gertudes, moradora local), foram os encarregados por achar e tomar para sí esses tesouros, todavia, nunca tiveram coragem para tal. Segundo a irmã de Luíza, Teodorica Moreira, após a morte de Pedro Firmino em 1962, sua irmã passava noites sem dormir, chorosa, com pesadelos terríveis, fatos que futuramente cessaram.
Uma das casas de propriedade do casal, hoje muito descaracterizada e deteriorada. |
A riqueza do casal não se resumia apenas a essa fazenda, os mesmos eram detentores de outras posses, como uma casa situada ao final da Rua José Alves Costa (saída para o Sítio Tabuleiro), que segundo Francisca Dias da Costa, foi erguida em 1907. Dados do recenseamento do IBGE de 01 de setembro de 1920, atestam que Pedro Firmino era possuinte de terras em Araticum (Quincuncá) e no lugar denominado Alagoinha. Essa extensa quantidade de terras, associada a prática arrendatária e a criação de bovinos, caprinos e ovinos, o tornavam "o maior homem que tinha as coisas aqui na Serra", conforme frisou Teodorica Moreira.
Após a morte de Pedro Firmino em 1962, suas posses passaram a ser administradas pelo seu afilhado, Pedro Pompeu, que posteriormente as vendeu para o Sr. Jesus Alderico Costa (Dorico), falecido em 2002. Atualmente, em estado razoável de conservação, a propriedade Baixio e suas terras são alvo de luta na justiça pelos herdeiros do último dono.
Confira outros registros:
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Vista de satélite via Google Maps. As setas em vermelho indicam o caminho.
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A fachada do casarão originalmente tinha 03 portas e duas janelas.
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Sala principal - Foto: Blog de Quincuncá - 17/09/2021. |
FONTES ORAIS:
Francisca Dias da Costa, 81 anos;
Francisca Guilhermina da Silva, 69 anos - Entrevista realizada em 17 de julho de 2021 / 17 de setembro de 2021;
Teodorica Moreira de Souza, 75 anos - Entrevista realizada em 17 de setembro de 2021;
FONTES ESCRITAS:
Livro microfilmado de óbitos nº 14, da Paróquia de Assaré-CE, p, 74, nº 24, arq. 4129531_02149;
Recenseamento do IBGE, 01 de setembro de 1920;
Livro de óbitos nº 02, p.10v/11 - Óbito de Raimunda Pereira de Souza e Livro de óbitos nº 04, nº ordem 962/22 - Óbito de Pedro Firmino de Sousa - Cartório de Registro civil de Quincuncá - Cartório Moreira do 1º Ofício - Farias Brito-CE
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Agradecimentos a Sra. Teodorica Moreira de Souza por me acompanhar em uma das visitas ao local, onde ela viveu boa parte de sua vida. Agradeço igualmente a Roberto Júnior, pela sugestão para o título desse artigo.
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Chico Leandro - Foto: Blog de Quincuncá | 06/11/2019 |
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Zé Dias aos 102 anos. Foto capturada pelo seu neto, Allex Silva em jan/2011. |
José Dias de Santana, apelidado de Zé Dias, nasceu no Sítio Genipapo, zona rural do município de Assaré, Ceará, no dia 18 de setembro de 1909, filho de João Dias de Santana (ou da Fonseca Filho) e Etelvina Maria da Cruz "Dona Tortinha".
Filho de agricultores, sua infância não foi muito diferente dos que nasceram na mesma época. Ao que se sabe ficou orfão ainda criança, e apesar da pouca idade teve que trabalhar no roçado junto com seus irmãos, para prover o sustento da família.
Neto do Paraibano, João Dias da Fonseca e Silva, ele foi o penúltimo de uma linhagem de dezesseis irmãos, por seu genitor ter contraído matrimônio três vezes: A primeira com Inês Maria de Jesus, falecida em 1898, da qual nasceram sete filhos: Antero (1884-1975), Manuel (1886-1904), Antônia (1888-1919), Maria Teresa (1889-1936), Gertrudes (1891-1975), Inês (1896-1950) e João (1897-1949). Da segunda união com Maria Theresa de Jesus, falecida em 1903, descenderam três filhos: João Dias "Neném" (1900-2000), Maria das Dores (1901-2001), e José Dias "Zezim" (1903-1995), e finalmente com Etelvina, sua última conjuge, da qual provinieram mais cinco filhos: Arthur (1904-1996), Odilon (1907-2001), Abdoral Dias (1908-?) e João Dias (1915-2005).
Quando ainda jovem, Zé Dias conheceu o Padre Cícero Romão Batista, famoso por protagonizar com a Beata Maria de Araújo, o suposto milagre da hóstia, em uma de suas várias visitas ao Distrito de Quincuncá. Esse fato era motivo de muito orgulho para ele, que gostava de compartilhar todos os detalhes desse dia.
Em 23 de junho de 1936, casou-se com Antônia Gonçalves da Silva "Tontonha", que após o matrimônio passou adotou o nome de Antônia Dias da Silva (*29/05/1916 - 23/06/2021). O casal teve vinte filhos, dos quais oito deles faleceram ainda crianças, vítimas de doenças e da própria falta de assistência médica no período. Restaram desta forma doze filhos: Valdeíde, Abdoral, Risalva (in memoriam), Antônio, Albertina, Adélia, Isabel, Osmaria, Arnon, Fátima, Nazaré e Orlando (in memoriam).
Sua família teve origem no Sítio Jibóia, em Assaré, terra de sua esposa, e posteriormente estabeleceram moradia em Quincuncá, episódio que aconteceu no ano de 1948. Na época moraram poucos meses em casa alugada, posteriormente construindo a residência do casal na rua atualmente denominada de Raimundo Rodrigues.
Sempre trabalhando na agricultura, além de ser proprietário de terras, e de uma aviamento de farinha, fato que lhes trouxeram muita fartura, Zé Dias foi nomeado em 22 de abril de 1950, para o cargo de subdelegado de Quincuncá.
Chegada do aniversariante e seus familiares na Igreja de São José, onde foi celebrada Missa. Foto: José Pinheiro Cazuza - 15/09/2009. |
Em 18 de setembro de 2009, a comunidade de Quincuncá assistiu com júbilo as comemorações do seu centenário, ocasião que reuniu centenas de familiares e amigos. A programação contou com uma Missa em ação de graças na Igreja de São José, seguido de uma recepção na Escola Cosmo Alves Pereira.
Faleceu no dia 26 de fevereiro de 2013 com impressionantes, 103 anos, 05 meses e oito dias, sendo sepultado no Cemitério Padre Cicero.
Recebeu três homenagens póstumas: A primeira vez pela E.E.F Cosmo Alves Pereira que o escolheu como temática para apresentação no festival de Quadrilhas; A segunda vez, em 30 de novembro de 2013, durante a festa da padroeira do município, que tinha por intuito prestar um tributo as pessoas vivas e já falecidas, que são ou foram exemplos de fé e esperança, e por fim, em 2019, quando sua biografia foi difundida na Revista Personalidades Fariasbritenses daquele ano.
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Tota Fonseca aos 100 anos - Foto: Blog de Quincuncá |
Nascido nesta data em 1919, no Sítio Canto Alegre - Serra do Quincuncá, é filho de José Dias da Fonseca e Silva e Gertrudes Dias da Silva, sendo o 5º de uma família de seis irmãos: Maria Fonseca, Zuza, Manoel, Gertrudes e Francisca. Hoje, 15 de setembro de 2021, o Blog de Quincuncá se congratula com a família Fonseca Dias, que hoje celebra com felicidade, os 102 anos do seu patriarca, ANTÔNIO FONSECA DIAS, conhecido popularmente como "Tota Fonseca".
Casado com Maria Caetano Dias "Dona Lilia", há 71 anos, é pai de catorze filhos, dos quais doze encontram-se vivos: Carmelina, Cândida, Antônia Geci, Caetano, Demontier, Geci, Osmaria, Cristovão, Rosimar, Roseli, Rosenilde e Rosimeire, além de José e Antônio de saudosa memória. Sua família ainda é constituída por 23 netos, 26 bisnetos e 04 trinetos.
Bisneto do Paraibano, João Dias da Fonseca, que aqui se instalou em meados do século XIX, Tota Fonseca sempre trabalhou na agricultura, tendo se destacado como camboeiro, atividade que consistia no transporte de farinha até as feiras de Crato e Várzea Alegre. A referida farinha era proveniente do aviamento de seu pai, construído em 1940.
Ao longo de sua trajetória mais que centenária, Tota Fonseca vivenciou inúmeros acontecimentos em âmbito local e mundial. Ninguém melhor que ele, para relatar os fatos de outrora. E, o que mais nos enche de alegria, é saber que goza de boa saúde e lucidez, mesmo no auge de tal idade.
Honesto e simples, ele é um orgulho para a família, para a Serra do Quincuncá, e para o município de Farias Brito, que o sauda pelos seus 102 anos de existência, se constituindo atualmente como a personalidade mais longeva em nosso meio.
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Acervo de Benedita Feitosa, digitalizado pelo Blog de Quincuncá |
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Sr. Zé Gregório e D. Norinda - Fotos: Margarida Alves e Benedita Feitosa, digitalizadas pelo BQ. |
Foto: Blog de Quincuncá. |