30 de dezembro de 2015

Felicitações a Dona Sitonha 30/12

Dona Sitonha (Atualmente)
     Antônia Moreira Dias, mas conhecida como Sitonha, nasceu em 30 de dezembro de 1940 em Quincuncá, filha do casal: José Moreira de Sousa e Raimunda Maria de Jesus, casou-se em 1959 aos 19 anos com José Eusébio Sobrinho mas conhecido como Zé Euzébio (In Memoriam) do qual provenieram 11 filhos, dos quais 08 estão vivos atualmente: Francisca Moreira, Antônia Moreira, Leide Moreira, Antônia Moreira, Maria Moreira, Luís Carlos Moreira, Maria Moreira, Cícera Moreira Dias, sempre trabalhou como agricultora ao lado do seu esposo, hoje está aposentada e reside na Rua José Alves Costa em Quincuncá.

    PARABENIZAMOS HOJE DIA 30 DE DEZEMBRO A MESMA POR SEUS 75 ANOS DE VIDA E DESEJAMOS MUITA SAÚDE E FELICIDADE!

22 de dezembro de 2015

Desaterramento da Barragem Enoch Rodrigues

Máquinas trabalhando na obra... 21/12
       Depois de 65 anos desde a sua  inauguração em 1950 a barragem Enoch Rodrigues em Quincuncá, passa por uma revitalização do maior reservatório de água da comunidade. As obras deram início no último sábado dia 19 de dezembro, as máquinas trabalham retirando o aterro,  o que possibilita maior acúmulo de água, beneficiando a comunidade.
         Tudo isso só se tornou realidade, com a repercussão das fotos que foram tiradas por o jovem Gabriel Tomaz e postadas no Grupo filhos e amigos de Quincuncá-CE no Facebook, a publicação teve grande impacto e foi alvo de inúmeros comentários de repúdio e indignação.... Acompanhe:




      Com a repercussão gerada, também outras pessoas da comunidade manifestaram seu apoio para com a reforma da parede e o desaterramento da mesma. Desde então poder público e máquinas de pessoas do distrito trabalham para bem comum, desde o inicio as pessoas estão entusiasmadas e boa parte delas se fazem presente, observando o avanço da obra.  As  máquinas trabalharam cerca de três dias, mas já foi uma grande quantidade de aterro retirada mas a comunidade aguarda que em breve continue este desaterramento, tão importante para a revitalização da barragem.
Mutas pessoas acompanhado o andamento das obras.. 21/12

21 de novembro de 2015

História de vida de Antônio Militão de Carvalho

1. Antônio Militão de Carvalho. (Foto Antônio Jesus de Carvalho 'Jesus Militão').
     Antônio Militão de Carvalho, nasceu no dia 24 de julho de 1915 no Sítio Barrocas no município de Assaré-CE, era filho de Militão Jeremias de Carvalho e Maria Isabel da Conceição.  Os primeiros anos de sua vida, e adolescência foi residindo no sítio Barrocas, onde seu próprio pai o alfabetizava.

2. Esposa de Seu Antônio Militão
(Cedido por Diva Rodrigues)
         No ano de 1932 com 22 anos casou-se  com Ingracia Gonçalves de Alencar com quem teve 07 filhos: Francisco Antônio de Carvalho; Militão Antônio de Carvalho; José Antônio de Carvalho; Antônio Militão Filho; Vicente Antônio de Carvalho; Maria Nazaré de Carvalho e  Antônio Jesus de Carvalho. A todos os filhos buscou encaminhar no caminho da responsabilidade e do respeito, ambos ajudaram seus pais no roçado e na criação de gado para assim manter o sustento da casa, especialmente porque fazia a venda do leite e com o dinheiro adquirido comprava outros suprimentos que precisava, assim continuou  morando no Sítio Barrocas, até que em Agosto de 1952 mudou-se com sua família para o Sítio Cajuí em Farias Brito, onde Seu Antônio Militão ministrava aulas particulares (pagas) para todas as idades, principalmente a crianças.

3. Residência de Seu Antônio Militão. Foto:Blog de Quincuncá

        Passado alguns anos, juntou suas economias e no ano de 1973 adquiriu uma casa na Rua José Rodrigues  (ao lado da capela) em Quincuncá, no mês de  abril do corrente ano ele mudou-se para a residência, ali tratou de tornar-se voluntário na capela de São José, onde foi tesoureiro de 1976 a 1992, totalizando 16 anos de serviços prestados a aquela instituição. Antônio Militão, não só se limitou a zelar do financeiro da capela, mas colaborava em todos os eventos promovidos e  certa vez participou de uma quadrilha, então promovida por Dona Niza, da qual ele foi o noivo, juntamente com Chiquinha.
        Em época de eleição era também o   mesário, juntamente com seu amigo Zé Glória da Vila Umari. Tudo o que conseguiu foi com seu suor. Era um homem do campo, gostava da simplicidade e era conhecido por sua honestidade. Faleceu as 02:00h do dia 25 de fevereiro de 1999 aos 84 anos de vida e foi sepultado no Cemitério Padre Cícero.



Entrevista:
07/09 e 30/10/2015 - Entrevista com Antônio Jesus de Carvalho, 67 anos - (Jesus Militão)
(Cartório Moreira. C-03 de óbitos- 1997-2000. p.097)

12 de novembro de 2015

Campanha para restauração do cruzeiro de Quincuncá.


    O Blog de Quincuncá, lança sua primeira campanha: restauração do cruzeiro de Quincuncá-CE, mas por quê? o cruzeiro é um dos patrimônio mais antigo (se não for o único), que dispomos em nossa comunidade, ele estava em frente da antiga capelinha de São José, mas quando foi dado inicio ao processo de construção da capela atual em 1951, ele foi recolocado onde é hoje a praça Jesus Alderico Costa, e ali naquele local era zelado por a senhora Maria das Virgens do Amor Divino (Das virgens) posteriormente com sua morte, o cruzeiro passou a ser cuidado por eu filho Jesus Alderico Costa (Dorico), e por conseguinte por José Euzébio Sobrinho, e dai em diante  ninguém mais ficou responsável por zelar desse espaço.
   Anos se passaram, e o cruzeiro encontra-se nesta lamentável estado, devido principalmente aos cupins que estão destruindo aos poucos, que ocasionou também a remoção de boa parte da tinta. Com essa campanha pretende-se comprar inseticida para matar os cupins, em seguida passar massa corrida para tapar os furos feitos pelos cupins e por fim pintá-lo.
   Para efetuar sua colaboração, procure Guilherme e doe qualquer valor. Ao término da campanha, e restauração do referido cruzeiro, estarei prestando contas. Obrigado!

10 de novembro de 2015

Blog de Quincuncá-CE, ganha nova logomarca!

Antiga logomarca: Blog de Quincuncá

     O Blog de Quincuncá, surgiu com um intuito: resgatar as histórias do nosso povo. Tentando representar tudo isso em uma logomarca para divulgação de nosso trabalho, eu, Francisco Guilherme, autor do Blog criei no programa paint, em maio de 2015,  esta logomarca acima bem simples.  
     No entanto, sabia que precisávamos de um logotipo diferente que fosse mais fácil de decifrar seu significado e como desenvolvo esse trabalho voluntariamente, não tenho condições suficientes para mandar produzir nossa logotipo, foi divulgando as fotografias das entrevistas realizadas nas redes socias, que o Sr. Junior Kariri Ferreira, se disponibilizou, e elaborou nossa logomarca, que além de possuir uma estética mais atraente, possui significados em suas cores e formas, substituindo a logomarca anterior por essa atual.
Nova Logomarca: Blog de Quincuncá
      A  nova logomarca foi criada por Junior Kariri e concluída em novembro de 2015: o cruzeiro representa a fé cristã (religiosidade) bastante presente na comunidade, além disso este "madeiro santo" estava no patamar da antiga capela de São Jose, construída por "Zé Rodrigues" e sua família e foi  transferido para o atual local,  a pedido de Dona das Virgens, é um  poucos, senão o único patrimônio que existe desde os primórdios da vila.
     A casa, com sua arquitetura arrojada, faz uma alusão aos tempos passados, quando as residência eram construídas com detalhes decorativos na fachada, com várias portas e janelas proporcionando um ambiente iluminado e arejado, a mesma morada, espelha-se na casa de Seu Herculano e Dona Cotinha, que fica na esquina da rua José Rodrigues com a Aderson Holanda em Quincuncá, a estrela remonta o patriarcalismo exercido pela família Rodrigues. 
     O agricultor com sua enxada representa a principal fonte de renda da população: agricultura, ao mesmo tempo ele direciona o sua ferramenta para o nome "Blog de Quincuncá" significa dizer que assim como o trabalhador cultiva sua plantação, o Blog tem esse objetivo de cultivar nossas histórias e tradições.
       A cor marrom, significa a terra e sua fertilidade, e também a cor do manto da imagem sacra de São José, o padroeiro da comunidade que está ligada ao desenvolvimento do distrito. O verde simboliza a vegetação no período do inverno, tempo muito aguardado e que traz alegria e fartura, evoca ainda a árvore que foi o nome anterior da Vila: Araticum, um fruto parecido com a pinha, ou a graviola.  O azul refere-se ao céu, que a cada tarde revela um pôr do sol encantador, e por fim o slogan abaixo "resgatando as histórias do nosso povo" que sintetiza nosso objetivo maior.

   Agradecimentos ao Sr. Junior Kariri Ferreira, por ter produzida nossa logomarca, sem nada cobrar em troca!


23 de outubro de 2015

Biografia do Sanfoneiro Joaquim Oliveira Sobrinho (Oliveira)

Joaquim  (Oliveira) com sua sanfona

        Joaquim Oliveira Sobrinho, mas conhecido como Oliveira, nasceu em 28 de outubro de 1928, filho de Artur Dias de Santana e Antônia Silva Oliveira. Aos 22 anos em 1950 casou-se com Antônia Silva Oliveira (Dona Tonha) com quem teve 15 filhos, sendo 06 mulheres e 09 homens, vivos temos 10: Maria Cícera de Oliveira; Francisco Franceildo de Oliveira; Francisco Francimar de Oliveira; Antônia Bezerra Rodrigues; Maria Denir Dias Pereira; João Bezerra de Oliveira; Francisco Franciel de Oliveira; Pedro Bezerra de Oliveira; Gabriel Dias de Oliveira e José Dias de Oliveira. Todos os filhos são de partos em casa, realizados quase todos por Dona Isabel, com exceção do parto de Maria Cícera de Oliveira, que foi realizado por Dona Maria José.

Seu Oliveira, tocando numa festa de aniversário
        Filho do sanfoneiro Artur Dias tomou gosto logo cedo pela arte de tocar, comprou sua primeira sanfona com muito suor, trabalhou no roçado e vendeu parte do legume para realizar seu sonho, era agricultor porém sempre que podia pra complementar a renda, tocava sanfona em inúmeros eventos, que eram convidados como Leilões, aniversários, renovações, e em localidades como Quincuncá, Barreiro do Jorge, e em cidades um pouco mais distantes como Crato, Assaré onde passava dias, seus companheiros cantavam, tocavam o pandeiro, a viola mas Seu Oliveira mandava bem era na sanfona.

Residência de Seu Oliveira- Sítio Genipapo- Assaré-CE


         Sempre durante toda a sua vida, Seu Oliveira, residiu no Sítio Genipapo, município de Assaré-CE. Era um homem simples de pouco estudo, mas um doutor na escola da vida, detentor de muitas amizades, suas brincadeiras e piadas eram o seu diferencial. Faleceu aos 09 de agosto de 2005 aos 77 anos e foi sepultado no dia seguinte no Cemitério Público do distrito de Amaro-Assaré-CE.

Acompanhem o vídeo no qual Oliveira toca na festa de aniversário do genro Fransquinho no St. Genipapo em 2003.

Entrevistas:

Antônia Bezerra de Oliveira (esposa)
Maria Cicera de Oliveira (filha)
Antônia Bezerra Rodrigues (filha)

Fotos:

Blog de Quincuncá-CE
Arquivo familiar

6 de setembro de 2015

Capelinha da Santa Cruz - Quincuncá

Capelinha antes da reforma

       A  Capelinha da Santa Cruz, sediada em frente ao campo de futebol de Quincuncá, tem uma longa história, mas suscita a ser conhecida: sabe-se apenas que o motivo da construção desta capelinha foi a morte de um vaqueiro que estava campeando com o seu gado, então o mesmo caiu e veio a falecer, não se sabe o nome do vaqueiro, mas a construção da capelinha deu-se pela família Pereira, Dona Cecília conta de foram seus tataravós que construíram a capelinha ou seja mais de 100 anos desde a sua construção, Dona Cecília ainda ressalta "que quem se apega a cruz e faz seu pedido de todo o coração, alcança qualquer coisa" 
         No ano de 2015 a mesma passou por uma revitalização do seu espaço e encontra-se com novo espaço para local de orações e ao mesmo tempo alusão de um acontecimento histórico local.
      
Capelinha, após a reforma
Interior da capelinha
Entrevista:
Cecília Pereira Dias

27 de junho de 2015

Blog de Quincuncá-CE

    Desde a criação do Blog em Abril de 2015, e ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas as histórias de Quincuncá, muitas realizações foram alcançadas como fotos marcantes da comunidade, documentos, entrevistas interessantes e uma participação de minha pessoa durante o programa "A sombra do pé de Juá" na FM Padre Cícero 104.9 no dia 26 de junho.




       O blog foi criado para isso:expor a todos os amantes desta terra as histórias, como já disse Marcus Garvey "Um povo sem conhecimento da sua história, origem e cultura é como uma árvore sem raízes"
     No mês de maio, criei uma logomarca simples, mas que tem bastante significado, e criamos a fan page no Facebook, para divulgar ainda mais nossas atividades. Contudo ainda temos muito a cumpri, não pensem que faço isso para ser visto por ninguém, mas sim por amor a esta terra, por isso preciso da ajuda de TODOS, principalmente de recursos para restaurar todos as fotos já catalogadas, ainda ressalto que as fotos que forem restaurar terão, nota fiscal ou promissória, comprovando o valor pago e dando assim, transparência ao trabalho. Por isso entre em contato e faça sua colaboração... 
CONTO COM VOCÊ!!!

Entrevistas

26 de junho de 2015

Dona Romeira - Uma vida de sofrimento e aprendizado com o Padre Cícero

Maria Francisca da Conceição (Romeira)
          Maria Francisca da Conceição, mas conhecida como Romeira, nasceu no dia 01 de janeiro de 1899 sendo filha de Francisco Luiz e Antônia Maria de Jesus, sua infância foi muito sofrida, como em geral aos que nasceram na mesma época. Seus pais eram muito pobres, não dispunham de sequer uma moradia, viveu assim até por volta dos 10 anos com os  pais, debaixo da árvore do juá, oiticica ou em barraca de palha.
        Por volta de 1910 aos  11 anos de idade foi morar com as tias que só se conhece os seus apelidos "Beleza e Donata" em Juazeiro do Norte buscando por melhores condições, e a partir de então conheceu o Padre  Cícero Romão Batista, indo ajudar com as tias, que eram alfaiates e produziam as vestes daquele sacerdote, na limpeza do quarto e da batina do referido vigário. Com aquele padre aprendeu muitas coisas, também se impressionou algumas vezes com fatos inusitados que presenciava, ela contava que o Pe. Cícero falava profecias: " os lugar é longe e vai ficar perto, as pessoas vão criar asa e voar, a água vai subir pro céu, a gente vai olhar e ninguém vai saber quem é homem ou mulher, vai aparecer uns besouros pretos ferroando as perna do povo, por estas palavras podemos conceber as mais diversas concepções, ainda falava de que costumava fazer perguntas ao "padim" porém só teve uma que não a respondeu: por que seu chapéu segurava na parede, sem ter prego  ou outro suporte para segurar, contava ainda de que o Pe. Cícero comprava ovo, sendo que estes vinham tudo numa vasilha só que ele retirava alguns daqueles ovos e entregava a Dona Romeira e dizia para ela jogar fora, porque ele não comia ovo de galinha peri.

Carteira de trabalho: Maria F. da Conceição
        Em 1913, 14 anos de idade, saiu deste serviço voluntário, para casar com Joaquim Pereira Barros, desde o matrimônio mudaram-se para o sítio Antas então município de Assaré, hoje pertencente a Tarrafas, e deste casório vieram sete filhos os quais: Vicente, Cristina, Maria, Jacinta, Antero, Nicolau e Antônio, dos quais vivos atualmente só temos seu Antônio Pereira Barros com 87 anos, nascido em 1928 e  residente no distrito de Quincuncá, criaram estes filhos com muitas dificuldades, dependiam do bom inverno para uma boa safra, mas quando era ano de  seca,  era necessário pegar mucunã, um tipo de raiz parecido com mandioca e colocar 09 vezes de molho para fazer  a massa do pão ou do angu, alimentavam-se também com mucunzá e só comiam arroz no período da semana santa, era comum nesta época Dona Romeira ir a pé até Iguatu para comprar farinha para fazer pirão, a roupa das crianças era de tear, tudo era muito difícil.

       Infelizmente na década de 1950, sentiu fortes dores no olho e no ouvido, seu filho Antônio  relatou que procurou atendimento na época, mas o médico falou que não tinha mais o que se fazer, desde então foi perdendo sua visão gradativamente até ficar completamente cega, depois que aposentou-se adorava contar todas as histórias, principalmente aos filhos e netos, a quem se interessasse em ouvir os  ensinamentos do "padim Ciço" o sofrimento de sua infância e visitar seu filho Antônio no distrito de Quincuncá, era mulher batalhadora e de uma memória impressionante, pois aos 103 anos contava estas mesmas histórias com facilidade.
Faleceu no dia 24 de junho de 2002 aos 103 anos de idade, vítima de morte natural e foi sepultada no cemitério público da vila Barreiro do Jorge-Farias Brito-CE.

Acompanhe o vídeo onde a senhora Francisca Alexandre Morais Barros expõe seu relato sobre sua nora Maria Francisca da Conceição (In Memoriam).




Entrevistas:

 Antônio Pereira Barros. 87 anos
Francisca Alexandre Morais Barros, 74 anos.   

20 de junho de 2015

Barragem Enoch Rodrigues

Barragem Enoch Rodrigues (Período Cheias)
         
    O maior reservatório de água do distrito de Quincuncá é a Barragem. Antes mesmo da atual parede, existia outra que foi construída entre os anos de 1946-1948, mas infelizmente não suportou o inverno, indo-se embora em 13 de maio de 1949.
    Logo em seguida iniciaram a nova construção denominando de Barragem Enoch Rodrigues, tendo esse nome em homenagem ao prefeito da época, porque foi na sua gestão entre 06/01/1948 e 23/12/50, que construíram a atual barragem, obra coordenada pelo renomado pedreiro Zezinho Salvador do município de Assaré.

Barragem Enoch Rodrigues em Julho/1995

      Antes da implantação da rede geral de distribuição de água, este local era muito utilizado, era comum vermos as mulheres lavando roupas na parede da mesma, arriando alumínios, e até mesmo tomando banho para se refrescar.  Se torna um local de tamanha beleza, principalmente no período das cheias, um cartão postal de Quincuncá. 

Entrevistas:
Antonio Fonseca Dias (Tota Fonseca)

9 de junho de 2015

Biografia de Silva Antero

João Antero da Silva (Silva Antero)

         João Antero da Silva, mas conhecido por Silva Antero, era um amante desta terra, nasceu aos 13 de abril de 1913 em Quincuncá, filho de Antero Rodrigues da Silva e Catarina Senavirgem da Silva, casou-se  com Antônia Antero da Silva e do casamento provieram 15 filhos sendo seus nomes: Maria José, Antônia Antero, Salete, Lucineide; Deusimar, Francisca, Maria de Lurdes, Marlene, Francisco (Nênem), José Antero, Catarina, Antero Neto, João Silva, Selma, e Jackson. Teve ainda filhos(a) com outra Cônjuge. 
      Em sua vida pública, se elegeu prefeito em 1950, pelo partido PSD, foi vice-prefeito de Diocles de Almeida Brandão no ano de 1958. Pregava a união dos filhos de Farias Brito, o bom seria todos juntos na defesa dos interesses. Com fé nos seus objetivos, sempre ajudou aos mais carentes e conservou as amizades. Sempre colaborou com as festas de padroeiros da Serra do Quincuncá e da sede Farias Brito.
     O primeiro transporte a subir a serra, foi um caminhão misto de sua propriedade, origem dos transporte coletivos da década de 70, nesta época a maioria das pessoas ficaram abismadas com a chegada do caminhão na vila de Quincuncá, afinal era algo que nunca tinha sido visto naquela localidade e acabou-se tornando-se importantíssimo por facilitar as idas e vindas da população até centros urbanos mais desenvolvidos, que outrora era feita somente a pé ou no lombo de animais. Silva Antero ainda lutou pela construção da ladeira da Serra do Quincuncá, promovendo acessibilidade e facilitando o comércio de produtos.
   Além disso era presidente da empresa Quincuncaense de algodão, iniciativa sua e da industria de algodão Cariús. Alegre, participativo, não negava apoio aos empreendimentos e iniciativas em favor do desenvolvimento. Sua vida se constituiu em uma das personalidades ilustres, numa doce recordação para a família, e sobretudo a comunidade. Falece em 30 de outubro de 1981.
        
       

RECURSOS UTILIZADOS:

JORNAL TRIBUNA DO CEARÁ. Quincuncá luta por sua emancipação 28/09/1990 

ENTREVISTAS:

Raimunda Timóteo Leite (Dedi)
Antônio Fonseca Dias (Tota)

5 de junho de 2015

Maria Rodrigues de Souza (Pousada)

Manoel Rodrigues do Nascimento  e Maria Rodrigues de Souza
          Maria Rodrigues de Souza, mas conhecida como Maria Carlos, nasceu na antiga vila Araticum, atual Quincuncá aos 12 de maio de 1901, uma mulher batalhadora, e todos a conheciam principalmente por sua jeito alegre e de muitas histórias para contar, contraiu matrimônio com Manoel Rodrigues do Nascimento mas conhecido como Nê, quando tinha 16 anos e deste casório provenieram 04 filhos sendo: Eliziário, Adetiza, Irismar e Diva e juntos tinha uma pousada que foi construída por seu Nê antes do matrimônio, e localizada em frente a capela de São José.

Local da pousada (Atual residência de Diva)
         Ali acolhiam os visitantes, padres, médicos que chegassem ao pequeno povoado, comercializando comidas, quitutes, pão de ló , mucunzá, etc. A visita mais ilustre que eles receberam foi o Padre Cícero Romão Batista que vinha de Juazeiro para escolher e benzer o terreno do cemitério da localidade, esse fato ocorreu em 18 de Maio de 1918, sendo que o sacerdote fez uma refeição em  sua pousada, infelizmente o prédio já passou por várias modificações, pois nele existia um açoário, que era local onde guardava os legumes, e também havia uma mesa enorme que foi usada para servir a comida ao padre. Além disso Dona Maria Carlos também era costureira e ensinava a quem quisessem aprender tal profissão, ela gozava de muitas amizades e até hoje conserva-se um quitute bem apreciado no distrito que são os doces que seu genro Natalício aprendeu com a mesma.

         Era devota de São José e ajudava no que podia com os festejos ao padroeiro no mês de março, doando alimentos para leiloar e também ajudava nas coroações, lapinhas e tudo mais que houvesse na capela. Faleceu em 14 de abril de 1970 aos 69 anos de idade vítima de problemas cardíacos, mas deixou muitos ensinamentos, constituiu-se  um exemplo de hospitalidade para a comunidade e entra para a nossa história por ter recebido o Padre Cícero em sua pousada.


ENTREVISTAS:

Diva Rodrigues de Souza

Pedro Natalício da Silva

4 de junho de 2015

Biografia de Antonio Moreira da Silva (Comerciante)

Antonio Moreira da Silva (Antonio de Ananias)

     Nasceu em Quincuncá, Farias Brito-CE, aos 06 de abril de 1906, filho dos agricultores Ananias Pereira de Souza e Antônia Gonçalves da Silva, começou a trabalhar muito jovem, assim como todos da época. Depois enveredou pelo comércio, comprando e transportando produtos agrícolas de Quincuncá para o comércio Cratense em tropas de animais. Com a abertura de estradas e o surgimento dos transportes, abriu uma pequena loja de tecidos que eram de primeira necessidade na comunidade,  Nesta época o Sr. Antônio Jesus de Carvalho, 67 anos lembra que quando faleceu alguém, os familiares vinham no seu estabelecimento, adquirir os tecidos para fazer a "mortalha" do defunto.
       Ainda com armazém na Rua Vicente Leite em Crato, deu continuidade ao seu trabalho e dinamismo natural. Muito conhecido por sua honestidade e pontualidade nos negócio, manteve esse intercâmbio por mais de 50 anos, numa época em que palavra de homem valia mais que promissórias, cheques e escrituras, gozava de muitas amizades do respeito e confiança de todos, até porque desconhecia-se um "não" em tempos difíceis como nas secas de 1938, 1942, e 1958, prestando relevante serviços a localidade.

Antônio Moreira e 1° esposa D. Madalena
    Na década de 1920, Contraiu matrimonio com Maria Madalena também filha natural de Quincuncá, com quem teve sete filhos: Agostinho; Elisa; Maria; Irene; Isaurinha, Raimunda, e por fim o 7° filho que faleceu ainda criança. No dia 13 de maio de 1944 por complicações do parto do filho sexto do casal, faleceu também Madalena com idade de quarenta e cinco anos, ao qual revela as dificuldades, e a carência de serviço médico, que se valia apenas das parteiras e da  ajuda divina.
     Ficando viúvo em 1944, mais tarde Antonio Moreira casa-se a 2° vez com Maria Iraci Pereira da Silva, do qual nasceram sete filhos: Francisca Pereira, Francisca Maria, Marcos Moreira, Carlos Moreira, Ana Claúdia, Macário Moreira e Adriana que faleceram ainda criança. A todos os filhos buscou encaminhar e educar, dentre elas figuram hoje médicos, professores, odontólogos e contabilistas bancários. Um homem de bem, cuja memória a comunidade cultua merecidamente.
Faleceu aos 16 de Fevereiro de 1981 aos 75 anos.

FONTES: 

Luiza Moreira de Souza, 74 anos 

Antonio Jesus de Carvalho, 67 anos

Cartório do distrito de Amaro, Assaré, folha 20

Jornal Tribuna do Ceará – Quincuncá luta por sua emancipação, 28 de setembro de 1990.

3 de junho de 2015

Biografia de José Gonçalves de Alencar

José Gonçalves de Alencar      
     José Gonçalves de Alencar mas conhecido popularmente como Zé Gonçalves ou Zé da Viola, nasceu no Sítio Cachoeirinha, município de Assaré no dia 19 de março de 1931, filho de Joaquim Gonçalves de Alencar e Francelina Maria da Conceição (Dona França), juntamente com seus irmãos(a): Inácia, Nerci, Antônio, Chaquinha, Casou-se a 1° vez com Maria Assis, ficando viúvo muito jovem, em seguida casou-se pela 2° com sua prima Celestina, com quem constituiu família, seus filhos são Antônio (Tôin),Letice e Alexandre que morreu ainda criança, deste  2° matrimônio separaram-se e então José Gonçalves casou-se a 3° vez com Noemi.


Residência do Ilustre Zé da Viola
    Sua vida foi dedicada a poesia, não para fins econômicos mas para engrandecimento da cultura popular, por isso participou da Associação dos Violeiros, poetas populares e Folcloristas do Cariri, viveu sempre na Vila do Barreiro do Jorge e nas suas redondezas, viajou muito porém nunca deixou seu torrão, viveu da agricultura, do suor do seu rosto, emocionou muita gente com sua voz e viola, sendo respeitado diante do que fez, integrante de uma família pobre, mas com princípios e carácter sempre foi atendido diante do que falava, tanto pelos seus irmãos, como também pelos sobrinhos que lhe tinha grande admiração.
     Participou durante toda a sua vida de muitas comemorações, cantorias e festival de violeiros na cidade de Farias Brito, cantou com muitos outros artistas do meio.

Antônio Rosendo e José Gonçalves

Silvio Granjeiro e José Gonçalves




Premiação Festival Violeiros


Capelinha feita pedido de Zé Gonçalves
      Sua vida foi de alto e baixos como a de todos, mas sempre resolveu os problemas e fez o que gostava: cantar. No dia 04 de outubro de 2004 aos 73 anos faleceu, mas deixou uma história de vida, uma legião de amigos, muitos ensinamentos e principalmente eternas saudades.
  Sua importância  é vista pelo município, pois depois que morreu recebeu uma praça em sua homenagem. No centro cultural do município você encontra documentários dos filhos ilustre de Farias Brito, inclusive o do poeta José Gonçalves. E no terreno em frente a residência de José Gonçalves foi construída uma capelinha como era da vontade dele.


   

Acompanhe alguns vídeos do poeta e violeiro Zé da Viola:






Veja ainda uma poesia feita por o mesmo no Bar de Geraldo Marinho em 1973:

Eu nasci no sitio trapá , 
trabalho desde novo desde menino
sempre fui morador de Pedro lino 
o qual tenho muita consideração 
trabalhei na faca ,na foiçe e no facão
construí uma casinha de sapé
era muito fregues de seu BIÉ
mais vivia sempre aperriado
foi no cabo da foiçe e do machado
que passei pela vida sem dá fé..


RECURSOS UTILIZADOS:
TEXTO, VÍDEO ARQUIVOS FOTOGRÁFICOS CEDIDO PELA FAMÍLIA E AMIGOS.
POESIA ENVIDA POR JOSÉ DANUBIO BEZERRA PRIMO.

26 de maio de 2015

A trajetória de vida de Maria Lindalva Rodrigues

Lindalva Rodrigues, com cerca de 22 anos 
      Maria Lindalva Rodrigues, nasceu em 16 de  Março de 1922 em Quincuncá, filha  legítima de Raimundo Rodrigues da Silva (Filho de "Zé Rodrigues" doador do patrimônioa  São José) e Maria Rodrigues da Conceição, sendo ela a segunda de sete irmãos(a) Josafá, Antônio, Marcelino, Aluízio, Maria Nilza e Antônia.
     Seus pais eram católicos e desde cedo transmitiu os valores cristãos aos filhos, tanto é que Lindalva foi batizada no dia 20 de março de 1922 na capela de São José com apenas quatro dias de nascida, como se é na tradição católica. Foram seus padrinhos: Celso Duarte Brandão e Damiana Rodrigues da Silva.
     Sua família dispunha de condições de vida um pouco melhores que os demais, porque eram proprietários de terras, mesmo assim em época de estiagem prolongada passavam por dificuldades.
     Com a morte repentina de seu pai Raimundo em 13 de julho de 1936, levou aos 14 anos, a jovem Lindalva e os seus irmãos(a)  ajudar a mãe na agricultura para garantir o sustento de ambos, décadas mais tarde veio a falecer Dona Maria Rodrigues no dia 11 de junho de 1966 quando os filhos já estavam adultos.

Lindalva Rodrigues, com cerca de 70 anos
     Lindalva Rodrigues como assim era conhecida não casou-se, manteve sempre uma vida de oração e penitencia, assumiu o cargo de coordenadora da capela de São José por volta do ano de 1944 aproximadamente aos 22 anos, quando ainda era a primitiva capela construída por seu avô, posteriormente suas irmãs Maria Nilza Rodrigues e Antônia Rodrigues a auxiliaram neste trabalho. Foi uma das "cabeças" para  construção da atual capela, desde o demolimento da antiga até a finalização da nova, o que levou 11 anos, e foi fruto do angariamento de contribuições feitas  à pé em vilas e sítios vizinhos e do obtido na festa de partidos e demais comemorações.
Coroação de Nossa Senhora. 31. Maio de 1978.
    No período da festa de São José no mês de março, dona Lindalva era quem tirava a novena, cantava e desempenhava demais atividades, principalmente de cunho religioso. No dia 16 de março data do seu aniversário ornamentava a capela com flores naturais em agradecimento a Deus e a São José pelas graças recebidas. Foi ela a encarregada de transmitir as futuras gerações,  as manifestações culturais e especialmente religiosas, como a festa de São José por partidos, quando na ocasião dois grupos eram formados, liderados por chefes (pessoas de prestígio), dividiam-se em dois partidos, equipes chamadas azul e amarelo que disputavam quem arrecadava mais donativo, no término do festejo grande era a euforia quando o vigário anunciava o partido vencedor. Eventos como a coroação de Nossa Senhora realizada no mês de maio, lapinhas e etc, enriquecia a cultura e a religiosidade local. 
     Era catequista, desde modo instruía jovens a participar do coral, e dar sua parcela de contribuição na realização dos eventos, especialmente a festa do padroeiro em março. Após 44 anos de trabalho voluntario nesta instituição, esgotada de forças para administrar o cargo que lhe foi cabido, entregou as chaves no ano de 1984 ao Senhor Pedro Natalício da Silva que a partir dali coordenou a igreja com sua irmã Mirtes Pereira e Maria Pereira de Moraes. Apesar de ter entregado a responsabilidade a outros, ela continuara a ajudar, mas de forma contida em sua casa,  ensaiando com meninas cânticos das solenidades dos santos e sempre que a alguém a procurava pra pedir sua opinião  em relação a algo, ela prontamente atendia.
     Além dos relevantes serviços prestados a  capela, Lindalva assumiu em 1959 o cargo de oficial do cartório de registro civil, perdurando até março de 1992, foi também professora  juntamente com sua irmã Maria Nilza, era agricultora e trabalhou por muitos anos como diretora da loja de seu primo Silva Antero.
    De modo geral fostes querida, isto baseia-se por as várias pessoas que por ela tiveram admiração, a escolhendo como madrinha, seja de batismo, consagração e das fogueiras chamando carinhosamente de "Madinha Lindalva".
Falece aos 11 de novembro de 2000, é tida como uma das personalidades ilustres da terra.

Entrevistas:

Antônia Rodrigues;

Eulália Nali Pereira Souza;

Gracina Maria Feliciana da Conceição;

Pedro Natalício da Silva.

Fotos: Arquivo familiar


Fontes consultadas: 

Caderno de batismos de 1921-1922, folha 97 - Assaré-CE 

livro de Tombo II, folha 97 - Farias Brito-CE

29 de abril de 2015

Implantação IAM - Quincuncá


Dom Carlos Forbin Janson
    Antes de prosseguir vamos conhecer a obra, a IAM. É uma sigla e significa Infância e Adolescência Missionária, por que as crianças são as protagonistas do trabalho, educam os pequenos no crescimento da fé numa dimensão universal,  foi fundada por Dom Carlos Forbin Janson, Bispo de Nancy- França em 19 de maio de 1843, este exemplar bispo sempre se interessou com a situação das crianças principalmente chinesas e teve a inspiração de convocar crianças católicas para se organizarem com o  objetivo de ajudar crianças e adolescentes nas mais tristes situações, por gestos de solidariedade.
    Então Dom Carlos, conversou com Paulina Jericot, ela quando jovem tinha dado início a obra da propagação da fé, ouvindo o plano do bispo apoiou a ideia dele, e expressou o desejo de se alistar sendo a primeira associada para divulgação da obra.
    Dom Carlos, convocou as crianças e propôs  que as mesmas ajudassem outras crianças recitando uma Ave-Maria no dia e doando uma moeda por mês, desse modo surgiu a Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionaria, Embora tenha nascido para socorrer as crianças chinesas abriu seus horizontes para o mundo inteiro, o resgate ao batismo,o sustento e a educação dos jovens que não conhecem a Jesus, foram sempre os objetivos desta obra, prestar socorro materiais, morais, intelectuais e religiosos a todos.
    Infelizmente esgotado de suas atividades, sua saúde não resistiu vindo a falecer no dia 11 de Julho de 1844 nesta época obra estava difundida em 65 Países. Hoje a IAM está presente em todos os continentes e em mais de 130 Países.
    Em 1922 o Papa Pio XI a declarou Pontifícia ou seja pertence ao papa e portanto de toda a igreja. Os encontros iniciam-se com a saudação "De todas as criança do mundo...sempre amigos!!


Fundação Quincuncá..


    Com o falecimento do Pe. José Coringa e a nova administração da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição pelo Pe. Adalmiran Silva de Vasconcelos, percebendo a necessidade de uma evangelização, convidou o jovem Francisco Guilherme para coordenar o grupo em maio/2012, e convidou também Vanessa Pereira Silva para ser assessora do grupo, ambos os dois aceitando o convite, fizeram uma reunião para melhor conhecimento da obra e logo em seguida realizaram a divulgação na comunidade.
     No dia 09 de Junho de 2012, implanta-se a IAM - Infância e Adolescência Missionária no referido distrito, neste encontro conheceram compromissos  e finalidades, da obra, todos aptos a "evangelizar com o seu próprio exemplo de vida" inicialmente escolheram o nome do grupo para : "Criança feliz, Jesus também" mas por motivos maiores foi mudado para "Crianças semeando o Cristo" em setembro de 2012.

1º  Grupo Iam Quincuncá-CE (Missa dos grupos na paróquia)



Coordenador Guilherme e Assessora Vanessa.
     Vários movimentos são realizados pelas crianças, juntas aprenderam a servir aos irmãos, baseado no exemplo de Jesus Cristo. Depois de 02 anos e 07 meses de trabalho o coordenador Francisco Guilherme deixou o cargo por motivos maiores e confiabilizou aos participantes Cleila Henrique e Edcarlos Hércules sob a assessoria de Vanessa Pereira Silva, dando continuidade ao trabalho evangelizador.

Novos coordenados do grupo Iam Quincuncá (a esquerda Edcarlos, a direita Cleila)
   Os encontros acontecem uma vez por semana, as crianças cantam, brincam, realizam trabalhos em equipe, faz leitura Bíblica e reflexão e gestos de solidariedade como visita os idosos, sendo que a primeira dela foi realizada em Novembro de 2012 na residência de Dona Eulina. (Dona Lina).


Visita Missionária
    É um trabalho que redireciona as crianças, jovens a trabalhar em unidade com o próximo, aqui "Criança evangeliza Criança". 


Para mais informações acesse: https://www.facebook.com/Grupo.Iam.Quincunca?ref=hl

Acompanhe o vídeo:







 Referências bibliográficas:

http://garotada-diretrizes.blogspot.com.br/2009/01/o-que-infncia-e-adolescncia-missionria.html acesso em 29 de Abril de 2015

Vídeo, foto do autor - Facebook Iam Quincuncá.

28 de abril de 2015

Arquitetura Urbanistica

    Depois de tantas avanços ocorridos ao transcurso dos anos, e de crescimento urbanístico  desorganizado, felizmente ainda algumas residências da Serra de Quincuncá, ainda conserva-se as características de estrutura original, um exemplo disso são casas muito altas, detalhes decorativos na faxada, apesar de que haja em todos os casos pequenas modificações no prédio, mas que não afetam consideravelmente sua arquitetura. Em algumas destas, parte da residência é feita em pau-a-pique, que foi coberto com alvenaria posteriormente.  Percebemos também os tijolos utilizados nas construções que eram enormes chegando a pesar cerca de cinco quilos cada um. 
    Porém não sabemos até quando relíquias como esta estarão de pé  mostrando a arquitetura dos tempos passados. Precisamos dar destaque a estes patrimônios, que nos ajudam a refletir o passado do nosso povo e acima de tudo preservá-lo.

ACOMPANHE ALGUMAS IMAGENS...

Tijolo utilizada antigamente chegando a pesar cerca de 5k cada um.

Residência localizada na Rua: Antero Rodrigues- Quincuncá


Residência na Rua: José Rodrigues (Ao lado da capela) - Quincuncá

Residência localizada no Sítio Fazenda 
Residência localizada no Sítio Fazenda

Texto e Fotos

Blog de Quincuncá

25 de abril de 2015

Chegada Energia - Quincuncá

Candeeiro (Lamparina)
    Antigamente a iluminação se fazia com o uso da lamparina (candeeiro) movido a querosene, isso limitava a vida das pessoas quanto na preservação dos alimentos e na transmissão das noticias. Há algum tempo depois foi que surgiram os geradores de energia que funcionava principalmente da noite até cerca de 21:00h, após isso dava toque de recolher, avisando ao povo que a energia iria ser desligada. 
     A implantação da rede de energia elétrica em Quincuncá, foi concluída na administração de Aurélio Liberalino de Menezes, sendo inaugurada na administração do prefeito municipal João Matias em Julho de 1977, A chegada da energia elétrica facilitou incontestavelmente a vida das pessoas em todos os sentidos.

Segue a placa da inauguração: (A mesma encontra-se na casa paroquial de Quincuncá)


Entrevistas:
Maria Darinha Rodrigues
Manoel Alves de Souza

22 de abril de 2015

Praça Padre Cícero - Quincuncá

Praça Pe. Cícero atualmente (Foto: Blog de Quincuncá-CE)
   Sabe-se através de fontes orais que a primeira imagem do "Padim Ciço" foi colocada devido uma promessa do senhor Francisco Rodrigues de Melo mas conhecido como Chico Rodrigues no ano de 1984, a estátua na época ficava exposta num pedestal, e em razão do sol e chuvas constantes, a escultura de gesso foi deteriorando-se. 
     Anos mais tarde uma senhora apelidada de "Lurdinha" também pagou promessa e conversou com seu Chico Rodrigues a possibilidade de construir uma casinha, o velhinho logo concorda e inicia-se os trabalhos de arrecadação e construção da antiga casinha, neste tempo uma nova estátua é entronizada, foi em especial a esta construção ao "cearense do século" que as pessoas tiveram cuidado com o local plantaram árvores e fizeram o piso.
Antes e depois da nova "casinha" ou altar ao Pe. Cícero. (Foto: Blog de Quincuncá-CE).
     No mês de janeiro de 2017 o Blog de Quincuncá com o apoio dos moradores e total concordância dos familiares de seu Chico Rodrigues que foi quem colocou a 1° estátua e da senhora Lurdinha, a "cabeça" da construção da antiga casinha. Acharam por melhor erguer um novo altar ao Padre Cícero Romão Batista, que foi inaugurada aos 19 de janeiro de 2017 com uma celebração presidida pelo diácono Auricélio. Atualmente é ponto de oração e devoção ao " padim" principalmente nos dias 20 de cada mês, dia em que o sacerdote faleceu.

Biografia do entronizador da 1° estátua do "Padim Ciço"

- Francisco Rodrigues de Melo (Chico Rodrigues) - In Memoriam

Francisco R. de Melo (Chico Rodrigues)
    Filho de José Rodrigues de Araújo e Josefa Andrade de Araújo. Francisco Rodrigues de Melo, apelidado de Chico Rodrigues, nasceu no Sítio Caiçara, então município de Assaré no dia 08 de março de 1904. Viveu a infância no mesmo sítio, depois mudou-se para a Vila Nova, também em Assaré onde casou-se com Maria Gonçalves da Silva (Moça) e teve seis filhos os quais: Adauto Gonçalves de Melo, Deoclécio Gonçalves de Melo, Abdoral Gonçalves de Melo; Antônia Rodrigues de Melo, José Gonçalves de Melo e Alzira Gonçalves da Silva já falecidos.
      Em outubro de 1941 muda-se novamente, agora para o Sítio Genipapo em Assaré onde criou os filhos e viveu por mais tempo. Destaca-se na sua vida uma história de muito trabalho, a sua primeira residência no Genipapo era pequena, de modo que os filhos mais velhos dormiam em redes do lado de fora da casa enquanto a mãe e os filhos mais novos dormiam dentro deste ranchinho. 
      Com a construção do engenho aproximadamente no ano de 1950, as coisas foram melhorando ao que parecem pois com a venda das rapaduras em toda a Serra do Quincuncá, em vilas e sítios de Assaré e na cidade de Farias Brito-CE, seu Chico Rodrigues levantou mais cômodos feitos de taipa ao lado de sua residência, vale lembrar que ele utilizou-se não do barro, mas do bagaço proveniente da cana-de-açúcar, e foi adquirindo gradativamente terrenos.
      Tinha ele preocupação com o aprendizado dos filhos(a) é tanto que ia de cavalo até Assaré buscar uma professora, por nome Helena que ensinava a seus seis filhos e demais jovens do sítio e aos finais de semana ele ia deixa-lá em casa.
     O primitivo engenho era de pau, era movido a força de bois e atraia muita gente das redondezas que vinham trabalhar e ao mesmo tempo degustar os derivados da cana, entre eles a rapadura, alfenim e a garapa. Com o avanço da idade, seu Chico Rodrigues, vende o engenho para seu filho Abdoral que faz algumas alterações no engenho e agora funcionaria a motor ao invés de bois Por quase cinco décadas o engenho esteve funcionando, produzindo principalmente rapadura, uma das melhores da região.
Chico Rodrigues ao lado de 2° esposa Marina
      Ficando viúvo, em Outubro de 1972 aos 68 anos, casou-se religiosamente com Maria de Barros (Dona Marina) com quem adotou uma filha: Maria Auxiliadora Rodrigues Leite. Um homem muito conhecido, que detinha muitas amizades. Em 1984 muda-se mais uma vez, agora para o distrito de Quincuncá, onde pouco tempo depois pagando uma promessa coloca a 1° estátua do Pe. Cícero que marca a fundação da praça de mesmo nome. 
     Infelizmente o sr. Francisco caiu e quebrou um osso da cintura pélvica (bacia), desde então ficou prostrado vindo a falecer em 13 de julho de 1996 aos 92 anos de idade. Um ano após sua morte o engenho, foi desativado, porque já não se tinha a mesma facilidade pra vender, percebendo os novos produtos no mercado que acabaram por substituir a rapadura.

Achei interessante registrar algumas fotografias do local, hoje ainda com algumas máquinas que estão enferrujadas, que compunham o cenário da época.

Local onde localizava-se o engenho (Foto: Blog de Quincuncá)

Máquina do engenho. (Foto: Blog de Quincuncá).

ENTREVISTAS:

Maria Auxiliadora Rodrigues Leite, 38 anos
Abdoral Gonçalves de Melo, 84
Antônia Rodrigues de Melo, 81.

FOTOS:
Cedida pela família e Blog de Quincuncá-CE