29 de abril de 2015

Implantação IAM - Quincuncá


Dom Carlos Forbin Janson
    Antes de prosseguir vamos conhecer a obra, a IAM. É uma sigla e significa Infância e Adolescência Missionária, por que as crianças são as protagonistas do trabalho, educam os pequenos no crescimento da fé numa dimensão universal,  foi fundada por Dom Carlos Forbin Janson, Bispo de Nancy- França em 19 de maio de 1843, este exemplar bispo sempre se interessou com a situação das crianças principalmente chinesas e teve a inspiração de convocar crianças católicas para se organizarem com o  objetivo de ajudar crianças e adolescentes nas mais tristes situações, por gestos de solidariedade.
    Então Dom Carlos, conversou com Paulina Jericot, ela quando jovem tinha dado início a obra da propagação da fé, ouvindo o plano do bispo apoiou a ideia dele, e expressou o desejo de se alistar sendo a primeira associada para divulgação da obra.
    Dom Carlos, convocou as crianças e propôs  que as mesmas ajudassem outras crianças recitando uma Ave-Maria no dia e doando uma moeda por mês, desse modo surgiu a Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionaria, Embora tenha nascido para socorrer as crianças chinesas abriu seus horizontes para o mundo inteiro, o resgate ao batismo,o sustento e a educação dos jovens que não conhecem a Jesus, foram sempre os objetivos desta obra, prestar socorro materiais, morais, intelectuais e religiosos a todos.
    Infelizmente esgotado de suas atividades, sua saúde não resistiu vindo a falecer no dia 11 de Julho de 1844 nesta época obra estava difundida em 65 Países. Hoje a IAM está presente em todos os continentes e em mais de 130 Países.
    Em 1922 o Papa Pio XI a declarou Pontifícia ou seja pertence ao papa e portanto de toda a igreja. Os encontros iniciam-se com a saudação "De todas as criança do mundo...sempre amigos!!


Fundação Quincuncá..


    Com o falecimento do Pe. José Coringa e a nova administração da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição pelo Pe. Adalmiran Silva de Vasconcelos, percebendo a necessidade de uma evangelização, convidou o jovem Francisco Guilherme para coordenar o grupo em maio/2012, e convidou também Vanessa Pereira Silva para ser assessora do grupo, ambos os dois aceitando o convite, fizeram uma reunião para melhor conhecimento da obra e logo em seguida realizaram a divulgação na comunidade.
     No dia 09 de Junho de 2012, implanta-se a IAM - Infância e Adolescência Missionária no referido distrito, neste encontro conheceram compromissos  e finalidades, da obra, todos aptos a "evangelizar com o seu próprio exemplo de vida" inicialmente escolheram o nome do grupo para : "Criança feliz, Jesus também" mas por motivos maiores foi mudado para "Crianças semeando o Cristo" em setembro de 2012.

1º  Grupo Iam Quincuncá-CE (Missa dos grupos na paróquia)



Coordenador Guilherme e Assessora Vanessa.
     Vários movimentos são realizados pelas crianças, juntas aprenderam a servir aos irmãos, baseado no exemplo de Jesus Cristo. Depois de 02 anos e 07 meses de trabalho o coordenador Francisco Guilherme deixou o cargo por motivos maiores e confiabilizou aos participantes Cleila Henrique e Edcarlos Hércules sob a assessoria de Vanessa Pereira Silva, dando continuidade ao trabalho evangelizador.

Novos coordenados do grupo Iam Quincuncá (a esquerda Edcarlos, a direita Cleila)
   Os encontros acontecem uma vez por semana, as crianças cantam, brincam, realizam trabalhos em equipe, faz leitura Bíblica e reflexão e gestos de solidariedade como visita os idosos, sendo que a primeira dela foi realizada em Novembro de 2012 na residência de Dona Eulina. (Dona Lina).


Visita Missionária
    É um trabalho que redireciona as crianças, jovens a trabalhar em unidade com o próximo, aqui "Criança evangeliza Criança". 


Para mais informações acesse: https://www.facebook.com/Grupo.Iam.Quincunca?ref=hl

Acompanhe o vídeo:







 Referências bibliográficas:

http://garotada-diretrizes.blogspot.com.br/2009/01/o-que-infncia-e-adolescncia-missionria.html acesso em 29 de Abril de 2015

Vídeo, foto do autor - Facebook Iam Quincuncá.

28 de abril de 2015

Arquitetura Urbanistica

    Depois de tantas avanços ocorridos ao transcurso dos anos, e de crescimento urbanístico  desorganizado, felizmente ainda algumas residências da Serra de Quincuncá, ainda conserva-se as características de estrutura original, um exemplo disso são casas muito altas, detalhes decorativos na faxada, apesar de que haja em todos os casos pequenas modificações no prédio, mas que não afetam consideravelmente sua arquitetura. Em algumas destas, parte da residência é feita em pau-a-pique, que foi coberto com alvenaria posteriormente.  Percebemos também os tijolos utilizados nas construções que eram enormes chegando a pesar cerca de cinco quilos cada um. 
    Porém não sabemos até quando relíquias como esta estarão de pé  mostrando a arquitetura dos tempos passados. Precisamos dar destaque a estes patrimônios, que nos ajudam a refletir o passado do nosso povo e acima de tudo preservá-lo.

ACOMPANHE ALGUMAS IMAGENS...

Tijolo utilizada antigamente chegando a pesar cerca de 5k cada um.

Residência localizada na Rua: Antero Rodrigues- Quincuncá


Residência na Rua: José Rodrigues (Ao lado da capela) - Quincuncá

Residência localizada no Sítio Fazenda 
Residência localizada no Sítio Fazenda

Texto e Fotos

Blog de Quincuncá

25 de abril de 2015

Chegada Energia - Quincuncá

Candeeiro (Lamparina)
    Antigamente a iluminação se fazia com o uso da lamparina (candeeiro) movido a querosene, isso limitava a vida das pessoas quanto na preservação dos alimentos e na transmissão das noticias. Há algum tempo depois foi que surgiram os geradores de energia que funcionava principalmente da noite até cerca de 21:00h, após isso dava toque de recolher, avisando ao povo que a energia iria ser desligada. 
     A implantação da rede de energia elétrica em Quincuncá, foi concluída na administração de Aurélio Liberalino de Menezes, sendo inaugurada na administração do prefeito municipal João Matias em Julho de 1977, A chegada da energia elétrica facilitou incontestavelmente a vida das pessoas em todos os sentidos.

Segue a placa da inauguração: (A mesma encontra-se na casa paroquial de Quincuncá)


Entrevistas:
Maria Darinha Rodrigues
Manoel Alves de Souza

22 de abril de 2015

Praça Padre Cícero - Quincuncá

Praça Pe. Cícero atualmente (Foto: Blog de Quincuncá-CE)
   Sabe-se através de fontes orais que a primeira imagem do "Padim Ciço" foi colocada devido uma promessa do senhor Francisco Rodrigues de Melo mas conhecido como Chico Rodrigues no ano de 1984, a estátua na época ficava exposta num pedestal, e em razão do sol e chuvas constantes, a escultura de gesso foi deteriorando-se. 
     Anos mais tarde uma senhora apelidada de "Lurdinha" também pagou promessa e conversou com seu Chico Rodrigues a possibilidade de construir uma casinha, o velhinho logo concorda e inicia-se os trabalhos de arrecadação e construção da antiga casinha, neste tempo uma nova estátua é entronizada, foi em especial a esta construção ao "cearense do século" que as pessoas tiveram cuidado com o local plantaram árvores e fizeram o piso.
Antes e depois da nova "casinha" ou altar ao Pe. Cícero. (Foto: Blog de Quincuncá-CE).
     No mês de janeiro de 2017 o Blog de Quincuncá com o apoio dos moradores e total concordância dos familiares de seu Chico Rodrigues que foi quem colocou a 1° estátua e da senhora Lurdinha, a "cabeça" da construção da antiga casinha. Acharam por melhor erguer um novo altar ao Padre Cícero Romão Batista, que foi inaugurada aos 19 de janeiro de 2017 com uma celebração presidida pelo diácono Auricélio. Atualmente é ponto de oração e devoção ao " padim" principalmente nos dias 20 de cada mês, dia em que o sacerdote faleceu.

Biografia do entronizador da 1° estátua do "Padim Ciço"

- Francisco Rodrigues de Melo (Chico Rodrigues) - In Memoriam

Francisco R. de Melo (Chico Rodrigues)
    Filho de José Rodrigues de Araújo e Josefa Andrade de Araújo. Francisco Rodrigues de Melo, apelidado de Chico Rodrigues, nasceu no Sítio Caiçara, então município de Assaré no dia 08 de março de 1904. Viveu a infância no mesmo sítio, depois mudou-se para a Vila Nova, também em Assaré onde casou-se com Maria Gonçalves da Silva (Moça) e teve seis filhos os quais: Adauto Gonçalves de Melo, Deoclécio Gonçalves de Melo, Abdoral Gonçalves de Melo; Antônia Rodrigues de Melo, José Gonçalves de Melo e Alzira Gonçalves da Silva já falecidos.
      Em outubro de 1941 muda-se novamente, agora para o Sítio Genipapo em Assaré onde criou os filhos e viveu por mais tempo. Destaca-se na sua vida uma história de muito trabalho, a sua primeira residência no Genipapo era pequena, de modo que os filhos mais velhos dormiam em redes do lado de fora da casa enquanto a mãe e os filhos mais novos dormiam dentro deste ranchinho. 
      Com a construção do engenho aproximadamente no ano de 1950, as coisas foram melhorando ao que parecem pois com a venda das rapaduras em toda a Serra do Quincuncá, em vilas e sítios de Assaré e na cidade de Farias Brito-CE, seu Chico Rodrigues levantou mais cômodos feitos de taipa ao lado de sua residência, vale lembrar que ele utilizou-se não do barro, mas do bagaço proveniente da cana-de-açúcar, e foi adquirindo gradativamente terrenos.
      Tinha ele preocupação com o aprendizado dos filhos(a) é tanto que ia de cavalo até Assaré buscar uma professora, por nome Helena que ensinava a seus seis filhos e demais jovens do sítio e aos finais de semana ele ia deixa-lá em casa.
     O primitivo engenho era de pau, era movido a força de bois e atraia muita gente das redondezas que vinham trabalhar e ao mesmo tempo degustar os derivados da cana, entre eles a rapadura, alfenim e a garapa. Com o avanço da idade, seu Chico Rodrigues, vende o engenho para seu filho Abdoral que faz algumas alterações no engenho e agora funcionaria a motor ao invés de bois Por quase cinco décadas o engenho esteve funcionando, produzindo principalmente rapadura, uma das melhores da região.
Chico Rodrigues ao lado de 2° esposa Marina
      Ficando viúvo, em Outubro de 1972 aos 68 anos, casou-se religiosamente com Maria de Barros (Dona Marina) com quem adotou uma filha: Maria Auxiliadora Rodrigues Leite. Um homem muito conhecido, que detinha muitas amizades. Em 1984 muda-se mais uma vez, agora para o distrito de Quincuncá, onde pouco tempo depois pagando uma promessa coloca a 1° estátua do Pe. Cícero que marca a fundação da praça de mesmo nome. 
     Infelizmente o sr. Francisco caiu e quebrou um osso da cintura pélvica (bacia), desde então ficou prostrado vindo a falecer em 13 de julho de 1996 aos 92 anos de idade. Um ano após sua morte o engenho, foi desativado, porque já não se tinha a mesma facilidade pra vender, percebendo os novos produtos no mercado que acabaram por substituir a rapadura.

Achei interessante registrar algumas fotografias do local, hoje ainda com algumas máquinas que estão enferrujadas, que compunham o cenário da época.

Local onde localizava-se o engenho (Foto: Blog de Quincuncá)

Máquina do engenho. (Foto: Blog de Quincuncá).

ENTREVISTAS:

Maria Auxiliadora Rodrigues Leite, 38 anos
Abdoral Gonçalves de Melo, 84
Antônia Rodrigues de Melo, 81.

FOTOS:
Cedida pela família e Blog de Quincuncá-CE

21 de abril de 2015

Malhada da pedra


Malhada da pedra


       Noutro tempo como não tinha televisão, os povoados viviam as escuras, somente sob o claro da lamparina, em seguida foi que surgiu o geradores de energia, as pessoas buscavam alternativas para se distrair: ouvir os violeiros em suas canções, participar das renovações do Sagrado Coração de Jesus, ou simplesmente reuniam-se para conversar,  e foi em uma dessas rodas de conversa que cresceu a "lenda da malhada da pedra" um monumento esculpido pela natureza, formado por grandes rochas de tamanha beleza, fica localizado entre o distrito de Quincuncá e a Vila Umari, e sobre ela os idosos contam histórias assustadoras, que por ali costuma aparecer alma penada, ouvir choro de criança ou até mesmo galo cantando. Um fato interessante é que mesmo exposta ao sol a pedra mantem-se fria durante todo dia. Verdade ou não, o certo é que um belo monumento, esculpido pela natureza, cheio de muitas histórias.
Acompanhe o vídeo:






Foto, vídeo e texto é de total responsabilidade do autor e não podem ser reproduzidas sem sua devida autorização. © 2015 Todos os direitos reservados.

Entrevista:
Raimunda Timóteo Leite (Dedi)


20 de abril de 2015

Mesinha do "Santo" - Tradição e fé

     Uma tradição e costume dos antigos era na sala de estar da residência haver a mesinha do "Santo" como assim é conhecida, servia para celebrar as renovações do Sagrado coração de Jesus  que acontecia anualmente e atraia grande massa de vizinhos para rezar e se confraternizar.
  Infelizmente hoje esse hábito só é presente na moradia dos mais idosos da comunidade que anseiam em continuar com a memória e fé que lhe foi transmitida desde sua infância.







Acompanhe alguns benditos e orações:



Texto e foto do autor

Entrevistas:
Maria Miguel da Silva (Dona Tudinha)

13 de abril de 2015

Rasga Mortalha - Ave Suindara


       Ainda hoje recordamos pelo o que nossos pais ou avós nos disseram acerca do canto da "rasga mortalha" é uma coruja de espécie Suindara de estatura baixa de penas brancas manchadas de cinza, e geralmente faz seu ninho em locais altos, como em torres e igreja, sendo comum no nordeste brasileiro, e emite um grito fortíssimo durante o voo, acredita-se que quando essa ave passa por cima de alguma residência, soltando seu ruído semelhante a de um "pano rasgando" é sinal que algum morador ali perto vai morrer.

Acompanhe o grito da Rasga Mortalha:



       O fato de ter certo receio sobre seu grito é uma crendice e teve início a partir de uma antiga lenda Conta-se que tudo começou com uma jovem de pele branca e se chamava Suindara, e trabalhava como carpinteira (mulheres com mais de trinta anos que eram pagas para chorarem em velórios e cemitérios) e era filha de um temido feiticeiro chamado Eliel. A jovem Suindara era muito inteligente e respeitada na sua comunidade, todos a conheciam como "Coruja Branca". Suindara levava uma vida normal, exceto pelo fato de ser carpinteira.
   Os problemas da jovem iniciaram quando ela começou a namorar as escondidas com um rapaz chamado Ricardo, que era filho de uma condessa chamada Ruth. A condessa era conhecida por sua rigidez e era muito preconceituosa. Se o romance de Suindara e Ricardo fosse descoberto, jamais seria aceito pela condessa, mas Ruth acabou descobrindo e arquitetou um plano malévolo para acabar com a relação dos dois.
     A condessa mandou que sua empregada Margarida entregasse um bilhete para a carpideira dizendo que contrataria os seus serviços e para isto seria necessário que as duas se encontrarem atrás de uma cripta azul , que ficava no local mais afastado e escuro do cemitério.Assim que Suindara chegou no loca combinado foi assassinada por um empregado de Ruth. Todos lamentaram muito quando ficaram sabendo da morte da jovem, a enterraram em um luxuoso mausoléu e para homenageá-la esculpiram uma enorme coruja branca no meio da sua cripta.
   Eliel, utilizou as cartas de tarô e acabou descobrindo que a verdadeira assassina de sua filha era a condessa da aldeia. Foi aí que ele resolveu executar um poderoso ritual para se vingar da assassina. Eliel foi até o túmulo de sua filha e executou sua magia. O espírito da moça penetrou na enorme estátua de coruja branca e fez com que ela criasse vida própria. A coruja saiu voando pela aldeia e foi até a sacada da janela do castelo onde dormia Ruth, começou a piar um canto estranho, semelhante ao som de roupa de seda sendo rasgada. Durante toda a noite a aldeia ouvia assustada o som aterrorizante da ave. No dia seguinte a condessa amanheceu morta e suas roupas de seda foram encontradas rasgadas, como se alguém as tivesse cortado.
      A partir desse evento, a coruja começou a soltar seus gritos aterrorizantes sempre que alguém estava perto de morrer na aldeia. Até hoje as pessoas ainda temem quando a "rasga-mortalha" sobrevoa suas casas soltando "gritos", pois bom sinal não é. Existe até um "contra-feitiço" para a maldição da coruja, são palavras que se diz para afastar o agouro do animal: " Aqui não tem tesoura nem pano, não tem ninguém morando aqui". Uns acreditam ou discordam mas quem somos nós para duvidar?



Referências bibliográficas:

 http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Suindara_%28Rasga-Mortalha%29



Belezas de Quincuncá-CE

Muitas vezes na correria do cotidiano, passamos despercebidos e não apreciamos as belezas que dispomos em nossa comunidade: o por do sol, o canto dos pássaros, a contemplação da natureza uma vida simples e embasada no sossego, longe do tumulto das cidades...
Esse é o Quincuncá!

Acompanhe belos registros:






Por do sol em Quincuncá (Foto enviada por Dilvany Silva)




Pôr do sol (Foto enviada por Maria de Fátima)
Barragem Enoch Rodrigues (Foto enviada por Maria de Fátima)



Recursos Utilizados: 

Fotos e Vídeos 

Blog de Quincuncá 

Maria de Fátima

Dilvany Silva

12 de abril de 2015

Histórico da Capela de São José

Capela de São José em 1950 (Foto cedida por Diva Rodrigues)

     No que tange a capela de São José, segundo fontes orais, boa parte do território de Quincuncá mas exatamente 16 tarefas pertencem a capela de São José e  foi doação do senhor José Rodrigues da Silva (Avô de Silva Antero) com o objetivo de construir a capela de São José e o cemitério. A antiga capela que existia, foi construída por José Rodrigues da Silva e seus 10 filhos(a), o mesmo adquiriu as imagens, sino, dentre outros acessórios inclusive uma  imagem de São José de aproximadamente 30cm que permanece inda hoje na capela e que era conduzida no andor, durante as procissões.
Imagem padroeira
      Conservou-se por tradição o fato de o senhor Zé Rodrigues  ser um homem simples mas de muita fé, que saia com um candeeiro para fazer suas orações na capelinha, e quando ele faleceu, seu corpo foi sepultado em frente a antiga capela, onde existia um túmulo em tijolos, mas com a nova construção seu túmulo ficou marcado por uma diferença no piso atual.  
Local túmulo de José Rodrigues da Silva
      Tempos após, percebendo que o templo não estava mais comportando os fiéis a medida que o povoado crescia, no ano de 1951 demoliram a antiga capela  e   transportaram o cruzeiro colocando  na entrada de Quincuncá (Em sentido Sítio Tabuleiro e Fazenda)
Cruzeiro, localizado na Praça Jesus Alderico Costa
    E logo em seguida iniciaram a nova construção que só fora terminada em 1962 sob a coordenação do vigário da época o reverendíssimo Pe. Orlado de Tavares, sendo assim 11 anos para a sua conclusão, o prédio  já passou por várias reformas, a mais notável foi a demolição do altar que contam os mais idosos que era muito bonito, e neste dia a comunidade chorou de comoção.


Capela de São José Atual (Atual) - Foto cedida por Dilvany Silva
      No final do século XIX  e início do século XX Pe. Cícero esteve na localidade a convite de moradores onde procedeu a benção do terreno da capela de São José e do cemitério. Na época o local escolhido pelo "padim" para o cemitério foi alvo de comentários pois fica em meio a grande rochas, contam que um certo homem havia questionado com o sacerdote a respeito do local escolhido, ele afirmou que "Onde cavasse daria cova" e até hoje nunca cavaram uma sepultura para que não tivesse sucesso, a isso atribui-se a um milagre do Padre Cícero Romão Batista, e várias pessoas de diferentes localidades vem sepultar-se no local

Pedras no cemitério Padre Cícero


Acompanhe algumas imagens e vídeos das festas de São José e filmagens da capela: 


Violeiros e sanfoneiros no encerramento da Festa de São José em 19 de Maço de 1973, ambos é quem tocavam os cantos durante o cortejo da procissão.
FOTO CEDIDA POR O SR. JESUS MILITÃO


Durante a década de 80, as festas de São José, eram dividas em partidos amarelo e verde, nesta fotografia temos o ganhador: partido amarelo, em março de 1984.
FOTO CEDIDA POR DILVANY SILVA

CORTEJO PROCISSÃO 2015




FILMAGEM NA CAPELA DE  SÃO JOSÉ EM 1990.


Referências Bibliográficas:

"História do Quincuncá" de 22 de fevereiro de 2010, realizada pela E.E.F Cosmo Alves Pereira sob coordenação da professora Antônia Dilma Silva.

Fontes orais
Raimunda Timóteo Leite
Pedro Natalício da Silva

Fotos: Diva Rodrigues; Dilvany Silva e do autor.